Resenha – A silenciosa inclinação das águas
por Juliana Costa Cunha
em 03/02/20

Nota:

Segundo volume (que é dividido em dois livros) da trilogia proposta por Alex Sens, A silenciosa inclinação das águas, traz uma narrativa mais situada geograficamente. Aqui, as personagens estão vivendo suas dores e delícias entre o Brasil e a Noruega.

Magnólia… que saudade que eu estava dessa personagem irritante. Na primeira parte do livro, que se passa no Brasil, a narrativa é dividida entre ela e sua crise (mais uma) no casamento com Herbet e a troca de e-mail entre Tomas (que está na Noruega) e Alister (que está no Brasil). Os dois vivem um romance, sinalizado desde o primeiro livro – O frágil toque dos mutilados. Tomas vai para a Noruega estudar. E Alister conta as horas para finalmente chegar naquele país gélido e reencontrar seu amor.

Confesso que essa primeira parte me chateou um pouco. Principalmente os capítulos com a troca de e-mails açucarados entre os dois jovens apaixonados. E Magnólia, me parecia mais do mesmo. Achei um pouco sem fôlego e estranho. Mas, fiquei pensando, que a estranheza se dava por que não “acontecia nada” nesses capítulos.

Quem já leu o primeiro livro desta trilogia vai entender esse meu estranhamento. A escrita de Alex Sens é rebuscada, irônica, às vezes detalhista ao extremo, mas o que não falta nas histórias que conta são acontecimentos. Os mais inesperados possíveis. E, muitas vezes, bem trágicos.

Pois bem, chegamos na Noruega. E lá, com temperatura abaixo de zero, a história pega fogo. E, com toda a propriedade de quem sabe a história que está contando e de quem tem um fio condutor para ela chegar ao fim nos três volumes, o autor nos surpreende a cada página.

Os últimos parágrafos deste livro me deixaram sem fôlego. Para mim totalmente inesperado. Deixando uma interrogação bem grande para a continuação deste volume que eu espero que seja lançado em breve.

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Livro enviado pela editora

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