Resenha – A tulipa negra
por Patricia
em 20/10/14

Nota:

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Já há algum tempo eu pensava em inaugurar o gênero infando-juvenil aqui no Poderoso (o Ragner foi mais rápido que eu com O menino maluquinho). 🙂 Nos últimos 2 anos, não resenhamos muitos livros desse tipo e já passou da hora de termos referências para leitores mais jovens (não sei mais se podemos chamar de crianças, ando meio perdida nas ondas da psicologia atual) e indicações para pais. Qual a melhor maneira de começar do que com Alexandre Dumas? 😀

Pois bem. “A tulipa negra” é um livro que trata de assunto muito difícil de explicar para crianças: inveja.

Dumas nos apresenta ao rico, riquíssimo holandês Van Baerle que herdou a fortuna do pai junto com o conselho de gastá-la e viver bem. Só que era tanto dinheiro que ele nem sabia o que fazer. Ele gastava, gastava e gastava mas ainda sobrava muito. (Já está com inveja?). Dedicou-se, então, a estudar plantas e animais já que não conseguiria nunca gastar tudo o que tinha.

A grande fixação da Holanda na época, além da guerra com a França, eram as tulipas. Muitos plantadores ficaram ricos vendendo essas belíssimas flores por todo o território europeu – aliás, até hoje, a Holanda é uma grande referência no cultivo de flores. No interior de São Paulo existe uma cidade chamada Holambra – nome que vem de Holanda Brasileira – que é reconhecida como uma das maiores colônias holandesas no país e é uma das maiores exportadoras de flores da América do Sul. É uma cidade pequenina, mas cheia de cor e ótima para esquecer a vida.

Isso é só para dizer que o cenário do livro é real. A Guerra e as tulipas andavam juntas na época. Armas e flores.

Van Baerle, como bom estudioso, decidiu fazer alguns experimentos com suas tulipas e, rapidamente, começou a notar que seus exemplares eram diferentes – suas flores cresciam fortes e eram quase impecáveis. Seu vizinho, Isaac Boxtel, também era um plantador de tulipas. Quanto notou que o rico Van Baerle estava interessado em também plantar flores, ficou nervoso com a ideia de competir com um homem de muito mais recursos. Boxtel passava horas em cima de uma escada bisbilhotando o que o vizinho fazia. Passou tanto tempo fazendo isso, que esqueceu-se de suas próprias flores.

Quando a Associação local decide lançar um desafio com um alto prêmio em dinheiro, é que a coisa começa a esquentar: quem conseguisse produzir uma tulipa negra, levaria 100 mill florins. Van Baerle se pôs ao trabalho, mais pelo desafio do que pelo dinheiro e Boxtel se pôs a espioná-lo.

Enquanto isso, a Holanda queria mais guerra e o povo estava revoltado com os representantes do governo que tentavam negociar a paz.

Depois de executarem dois homens do Governo – um deles o padrinho de Van Baerle – o povo queria mais. A polícia recebeu uma denúncia anônima de que Van Baerle estava escondendo documentos importantes e ele foi preso. O denunciante? O grande vizinho invejoso Boxtel.

A partir daqui o livro tem um certo tom de romance e ação, com cenas de lutas e amores impossíveis. Tudo bem leve para que o leitor não fique perdido no contexto histórico, mas consiga acompanhar cada personagem em sua jornada. É um livro bem fácil de ler e intrigante. Feito na medida para leitores mais jovens que gostam de enredos que prendem do começo ao fim. O bem e o mal são bem definidos, não há subcontextos que não seja a realidade.

O autor vai tratar de traição, honra além do tema central que é a inveja. É uma leitura simples e divertida que conta com todos os elementos para jovens leitores resolverem que precisam ler mais. Não é um livro incrível como “Os três mosqueteiros”, mas não deixa a desejar no quesito diversão. Para leitores mais experientes, é livro para se ler em alguma horas.

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11 Comentários em “Resenha – A tulipa negra”


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yuri em 23.05.2015 às 17:00 Responder

nao gostei ;(

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Patricia em 23.05.2015 às 23:00 Responder

Oi Yuri,
não gostou do livro ou da resenha? 🙂

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ana em 09.06.2015 às 10:41 Responder

Olha ideia não se escreve com acento mas tirando isso a resenha esta boa

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Patricia em 09.06.2015 às 10:43 Responder

Oi Ana, verdade. Detalhes de quem é mais velha que a revisão atual. 🙂
Obrigada pelo comentário.

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Luiz em 24.06.2015 às 20:47 Responder

Adorei,ja comprei o livro e estou na página 90:-)

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Rian em 16.03.2016 às 16:25 Responder

sera q serve para resumo de escola ?

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Thatielly em 24.05.2016 às 19:09 Responder

Amei o livro me apaixonei. Adorei a resenha, meus Parabéns., as pessoas que gostaram nao sabe desfrutar de um livro ótimo como A Tunipa Negra.

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ElipeZika Tv em 10.11.2016 às 18:14 Responder

Ótima resenha e o site também, adorei o nome do site, kkk, procurei resenha para a prova de literatura e esse ficou perfeito, só queria saber de uma coisa, Rosa num morre no final? Meus amigos que falaram isso

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Miguel Carqueija em 18.07.2017 às 14:58 Responder

É pena, a resenha não fala em Rosa Gryphus, uma heroína emocionante, a filha do feroz carcereiro que nenhuma simpatia nutria pelo prisioneiro. Rosa enamora-se de Cornélio e leva seu amor às últimas consequências, contrariando seu pai cruel, confrontando o próprio príncipe regente para provar a inocência de seu amado e desmascarando o caluniador. Rosa é uma heroína atípica nos romances do século XIX, ainda mais passado no século XVII. É corajosa, íntegra, bondosa de coração e capaz de iniciativas surpreendentes. O romance pode ser considerado uma ficção científica, pela especulação que faz em torno da Botânica.

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Hanna Barros em 29.10.2018 às 10:06 Responder

Não gostei muito pois já li esse livro e não se trata só de inveja mais se trata também de amizade , intriga e amor então esse resumo só conta os 3 primeiros capítulos do livro então não gostei muito pois não relata os aspectos mais importantes do livro

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Patricia em 30.10.2018 às 20:15 Responder

É um resenha, não um resumo do livro. Contamos um pouco da história e damos uma opinião. Abs.


 

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