Resenha – As sombras de outubro
por Ragner
em 22/01/20

Nota:

Histórias policiais me interessam bastante. Quem acompanha o Poderoso e já conhece um pouco desse nosso querido site de resenhas, deve saber que a literatura policial possui lugar de respeito entre nós. Autores nórdicos, que enveredam por essa seara, já passaram por aqui também e hoje trago para vocês As sombras de outubro, do roteirista dinamarquês, criador do seriado The Killing, Soren Sveistrup.

Já antecipo para vocês que a narrativa, o enredo, os desdobramentos e tudo o mais que envolver a história desse livro, é deveras diferente dos livros policiais que estou acostumado a ler. Não sei, ainda, se os livros do autor norueguês Jo Nesbo seguem esse entendimento. Algo que quero descobrir! Sveistrup tem uma escrita que me fez refletir muito sobre a diferença do que estou acostumado a ler e o que ainda preciso ler, dentro dessa literatura que gosto muito.

O livro já começa com a cena de um brutal assassinato de uma mulher, que tem uma mão decepada. Para investigar o caso, é nomeada a detetive Naia Thulin, que deseja muito ser transferida para o Central Nacional de crimes cibernéticos – NC3. Para ajuda-la, o investigador Mark Hess, expulso da Europol, se torna seu parceiro. E enquanto ambos vão se conhecendo e tentando trabalhar juntos, acompanhamos as motivações para Thulin se transferir para o NC3 e o que fez Hesse ser expulso da Europol.

Na cena do assassinato é encontrado um boneco feito com castanhas e nele a perícia descobre as digitais de uma jovem desaparecida, mas que seu caso já tinha sido dado como resolvido. Houve uma confissão, houve julgamento, mas o corpo nunca foi encontrado. A digital era da jovem Kristine Hartung, filha de ministra Rosa Hartung, desaparecida há um ano. Thulin e Hess acreditam que os dois casos podem ter alguma relação. Outros assassinatos acontecem e mais bonecos de castanhas aparecem. Um serial killer mórbido está a solta.

Não sei ao certo se é uma característica cultural da literatura policial nórdica, mas, sinceramente, é bem diferente da norte americana e da inglesa. Sveistrup nos apresenta personagens carregados de traços e personalidades que poderiam muito bem ser trabalhados ao longo do livro, mas o autor explora, além das características de cada um, muitas outras tramas que tomam outros caminhos, que depois se mostram bem relevantes.

O livro é grande, possui uma história trabalhada com diversos acontecimentos entrelaçados e que precisei ficar muito atento para não me perder. Possui também uma narrativa com os capítulos curtos e diversas vezes pude ler, parar e retornar sem precisar me prender em passagens com muitas páginas. O livro não é cansativo, mas demanda atenção. E mesmo com todas essas diferenças e condições diferentes do que costumo ler, gostei deveras e já quero ler mais de autores dessa seara.

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O livro foi enviado pela editora

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