Resenha – Barulho infernal
por Bruno Lisboa
em 19/10/15

Nota:

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Lançado em 2013 no exterior e agora em 2015 por aqui (via Conrad) Barulho infernal consegue cumprir com louvor o que promete: contar a história de um dos gêneros musicais mais populares o mundo, o  heavy metal.

Escrito em parceria por Jon Wiederhorn (jornalista de publicações como a Rolling Stone, Guitar Magazine e MTV) e Katherine Turman (produtora e colaborada de revistas como Village Voice, SPIN, Billboard, Marie Claire, Guitar World, Metal Hammer) a obra compila 400 entrevistas realizadas ao longo de 25 anos de trabalho.

A partir de depoimentos consistentes, ícones do metal dividem espaço com figuras obscuras que contam a sua própria e destrincham, sem frescuras,  as mais variadas mais vertentes do gênero ao longo de treze capítulos.

Cronologicamente, as entrevistas partem da era “proto metal” tempos em que bandas como Led Zeppelin, MC5, Blue Cheer, KISS, The Kinks, entre tantas outras, começaram a alicerçar a música pesada.

Na sequência, num dos melhores capítulos da obra, a carreira e o modo operante de bandas como Judas Priest e Black Sabbath são expostos, relevando todos os primórdios do gênero que ajudaram a definir nos anos setenta. Como é habitual de todo pioneiro artístico, na época a estética não fora bem aceita pelo o público (devido a baixa vendagem) e por grande parte da crítica que defina a sonoridade dizendo “isso não é música. Soa como um monte de metais pesados explodindo no chão”. Mas isto não impediu que os mesmos seguissem em frente e influenciassem toda a geração a seguir, nos mais variados estilos que surgiriam a partir daí.

Nos capítulos seguintes, o sucesso de bandas como Iron Maiden, Guns and Roses e Van Halen caracterizam o que seria chamada de era do ouro do gênero e abriria espaço para outras cenas (como a trash metal norte americana) alcançassem o grande público.

De maneira abrangente, os autores ainda cedem espaço e dão voz a cenas como a death metal e black metal que apesar de não serem populares possuem público seleto e fiel por todo mundo.

Se você já é iniciado do gênero, mas quer se aprofundar ainda mais, a obra é um autêntico desbunde, pois serve como base para se conhecer inúmeras bandas desconhecidas que apesar do talento acabaram ficando pelo caminho.

O texto apaixonado de abertura, cometido por Scott Ian do Anthrax, sintetiza o ser metaleiro, pois a partir do momento em que se insere, aprofunda e se sente parte do movimento o ouvinte, na maioria dos casos, não o abandona jamais.

Se você procura algum livro que consiga captar em sua essência o legado do Heavy Metal no universo da música Barulho Infernal é de aquisição obrigatória.

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1 Comentário em “Resenha – Barulho infernal”


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Thaiane Braga em 05.11.2016 às 11:41 Responder

Ótima resenha! Favoritei o site! Parabéns!


 

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