Resenha – Boneco de Neve
por Thiago
em 22/07/15

Nota:

boneco de neve

Vamos novamente para a Noruega do detetive Harry Hole, com o escritor Jo Nesbo? Digo mais uma vez, pois já resenhei um livro da série deste detetive aqui, o “Garganta vermelha”. Agora vamos de “Boneco de neve”.

Este livro é muito badalado, traduzido pra várias línguas, com mais de vinte milhões de exemplares vendidos. Ele tem até um teaser, ou trailer, sei lá, olha só.

Geralmente tenho medo de livros badalados assim, mas como no Brasil não foi nenhum fenômeno teen como os do John Green, as diversas trilogias de universo fantástico ou os romances água com açucar no Nicholas Sparks. A onda aqui é outra, é um livro pesado, “Garganta vermelha” já não era dos mais leves, mas é outra pegada, nele vemos algo mais histórico, aqui é algo próximo ao terror mesmo.

Segue a sinopse (busquei no site da editora que o lançou no Brasil mesmo, a Record): No dia da primeira neve do ano, na fria cidade de Oslo, o inspetor Harry Hole se depara com um psicopata cruel, que cria suas próprias regras; O terror se espalha pela cidade, pois um boneco de neve no jardim pode ser um aviso de que haverá uma próxima vítima. No caso mais desafiador da sua carreira, Hole se envolve em uma trama complexa e mortal, com final surpreendente.

Sei que essa sinopse não diz muito e foi por isso que a escolhi. Esse é um thriller policial de tirar o ar, é difícil não dar spoiler e mesmo assim aguça a curiosidade do leitor.

A primeira coisa que torna este livro atraente é a escrita de Jo Nesbo. Ele separa os capítulos por dias, sendo estes de anos variasos, indo e voltando no tempo, as vezes levando o leitor desatento ou apressado a uma cerrta confusão, mas depois que você se acostuma fica fácil. Dentro de um mesmo capítulo há acontecimentos que envolvem mais de um núcleo de personagens da história, com coisas sempre do mesmo dia.

O outro ponto interessante do livro é Harry Hole, por mais que seja um detetive meio clichê, lobo solitário, durão, alcóolatra, quebrador de regras, triste e tal. Lembra aqueles policiais de filmes americanos, marcados pelas atuações de Clint Eastwood na pele do policial Dirty Harry. Aqui há uma profundidade maior no personagem do que nos filmes que o inspiraram, claro que fica mais fácil de perceber isso quando se lê mais de um livro do personagem. Não há necessidade de seguir uma cronologia das histórias do detetive Hole, mas ajuda. A vida pessoal é sim interessante, mas ele é mais um pivô do que qualquer outra coisa.

Não é um livro pra leitores iniciantes, muito pela forma como Nesbo escreve. Isso torna o suspense e as surpresas bem mais agradáveis, mas para o leitor iniciante pode ser uma ferramenta desagregadora.

No mais, bons sustos, quer dizer, boa leitura pra vocês!!

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