Resenha – Celular
por Ragner
em 25/12/18

Nota:


Antes que o ano termine, vamos de mais uma obra do mestre Stephen King. Com um livro que evidencia, mais uma vez, como situações além da nossa compreensão podem ser imaginadas em nosso mundo. Situações que, a priori, parecem totalmente absurdas, mas que, nas mãos de King, acabam estranhamente/aterrorizantemente passíveis de acontecerem.

O sobrenatural, assunto bastante recorrente na obra de King, nesse livro tem a ver com um enredo apocalíptico causado pelo horror da humanidade ao ser transformada em zumbis, com instintos animais transbordando pelos poros e sem traços de racionalidade (a priori pelo menos). Se você já assistiu Guerra Mundial Z, vai identificar o começo sem explicações aparentes e cheia de caos quando as pessoas começam a atacar umas às outras e a matá-las.

Clay Riddel – um quadrinista prestes a assinar um contrato de trabalho – passeia por Boston quando tudo aconteceu (e é oportuno dizer dessa forma, pois o incidente puramente ocorreu) e depois de presenciar mulheres e homens se matando, se une à Tom McCourty para tentar sobreviver à violência que atingiu a cidade. Clay testemunha os primeiros ataques e consegue relacionar a bestialidade das pessoas, com o fato de que todos que ele viu agindo de maneira agressiva, tinha acabado de utilizar o celular. No decorrer da história tal evento passa a ser chamado de Pulso.

Após as primeiras páginas com explosões, quedas de aviões, selvageria nas ruas, correria, quebradeira, Clay e Tom encontram Alice Maxwell e a jovem se junta aos dois em uma jornada pela sobrevivência e procura do filho e ex esposa de Clay. Mas é óbvio que essa saga não será fácil e muito menos simples. Os ‘fonáticos’ (como os zumbis passam a ser chamados) começam a evoluir, agem em conjunto e ganham o que podemos chamar de “poderes”.

Celular é um livro de terror sobre criaturas que já povoam nosso imaginário há muito tempo e que ainda rendem boas histórias, mas também trata do quanto a tecnologia toma conta de nossas vidas, já que tais criaturas só existem por causa do uso quase que exagerado e dependente do celular.

King constrói um enredo que nos lança contra um mundo tomado pelo caos e nos faz deparar com uma humanidade que perde sua civilidade (mesmo entre os não afetados). Não é um livro para se ler de uma sentada, ele merece tempo e reflexão. Segue a dica! E ano que vem tem mais King.

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O livro foi enviado pela editora

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