Resenha – Cujo
por Ragner
em 18/01/17

Nota:

 

E vamos com mais um livro do mestre King. Um clássico do terror, que virou filme em 83 (preciso assistir) e foi reeditado pela Suma no ano passado. “Cujo” foi escolhido de cara pela vibe que gerava (lançamento de um livro raro) e, assumo, a informação da capa dura e o relevo da pata marcada (sabe edição de colecionador…pois então). Tudo isso somado ao fato de ter mais um livro do grande Stephen King. Fiquei deveras com vontade.

Cujo é um cachorro, um São Bernardo que pesa em torno de 90 kilos, docilmente pacato e grandemente assustador, mas que depois de “meter o nariz onde não é chamado” (focinho), é mordido e infectado por um morcego (raiva). Ele é um animal doméstico do pequeno Brett, filho de Joe Camber e Charity Camber. Joe é um mecânico bronco, que faz bem o tipo roceiro, enquanto Charity é a esposa submissa, que por anos aceita as bebedeiras e rompantes do esposo. Mas até chegarmos nos Camber, somos apresentados aos Trenton: Vic, Donna e o pequeno Tad.

Vic é um publicitário que passa por crise no trabalho e que acaba de descobrir que a esposa o traíra com um reformador de móveis. Donna e ele não brigam, não discutem, apenas conversam. Ele tenta entender os motivos dela fazer o que tinha feito e percebe que o amante, revoltado pelo término, o manda uma carta bombástica para piorar a situação. Enquanto Vic e Donna passam por seus conflitos, Tad – de 4 anos – insiste que convive com um “monstro” no armário.

As duas famílias tem suas vidas envolvidas quando um defeito no carro dos Trenton – um ano antes – leva Vic e sua família até Joe, conhecido mecânico da região de Castle Rock – uma pequena cidade do interior de Mine. Tudo isso antes de Cujo ser infectado e Tad ir dormir assustado pelo monstro. Logo depois de Cujo ficar raivoso (ainda não percebido pelos donos) e Vic precisar fazer uma viagem a trabalho, Charity ganhara na loteria – com o dinheiro consegue subornar o esposo para viajar com Brett – e Vic aproveita a viagem para ter um tempo reflexivo sobre o que fazer em questão do casamento.

Donna e Tad vão de carro ao mercado, mas o motor começa a dar sinais de problema. Mesmo não conseguindo falar com Joe por telefone, ela decide levar o carro até lá. O carro morre de vez ao chegar na casa, em frente a oficina, mas lá não há ninguém, só Cujo, raivoso, sedento…

Stephen King tem uma facilidade em criar climas tensos e dramas que prendem como poucos. Histórias e sub histórias que, mesmo parecendo independentes (as vezes tu se pergunta o porque dele divagar sobre alguns acontecimentos), dão força e peso maior ao contexto geral. Cujo é um livro de suspense em que King consegue mexer com o sobrenatural e faz tudo ficar ainda mais assombrador quando nas primeiras páginas versa sobre um antigo maníaco que aterrorizava a cidade onde a história acontece.

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Livro enviado pela editora

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