Resenha De Quadrinho – O Corcel Negro
por Ragner
em 11/09/17

Nota:

 

Durante minha infância fui completamente fascinado por um filme que mostrava a amizade entre um garoto e um cavalo: O Corcel Negro. Acredito ter assistido todas as vezes em que passou na tv, de tarde, de noite e até de madrugada (altas horas, acompanhado do meu pai, mesmo dormindo ao meu lado). Há poucos anos descobri que existe o livro e nessa semana encontrei na escola em que trabalho a HQ dessa linda história. Decisão na hora: tive que ler.

Digo com emoção que procurei nas ilustrações todas minhas lembranças e a cada quadrinho pude descobrir como tenho fresco na memória cada cena que fizeram do filme um dos que amei ter assistido na vida. É verdade que muita coisa do filme não tem aqui (não sei como é no livro), a narrativa ilustrativa é mais direta e sem algumas interações que marcam minhas recordações: o pequeno Alec, antes do naufrágio, ganhara uma miniatura de cavalo e já depois de salvos, o Corcel correndo pelas ruas da cidade até chegar no estábulo em que o futuro o treinador de corrida o encontra.

Tudo começa com a viagem de um velho cargueiro – Drake – que saia das Índias com destino à Inglaterra. Conhecemos a tripulação e somos apresentados ao jovem Alexander Ramsay – Alec, que iria depois para Nova Iorque – e vemos o imponente corcel selvagem – um lindo cavalo negro. O cargueiro passa pelo Mar Vermelho, avança pelo Mediterrâneo e perpassa pelo estreito de Gibraltar, até enfrentar uma violenta tempestade, que o faz ir a pique. Alec consegue soltar o corcel da cabine em que tinha sido amarrado e ambos são os únicos que conseguem sobreviver. O cavalo nadou durante uma madrugada inteira até Alec, que se agarrara às cordas envolta do seu pescoço, conseguir enxergar um ilha.

Na paradisíaca ilha, os dois passam os dias entre a luta pela sobrevivência e o nascer de uma forte amizade. Até que a tripulação de um navio avista fumaça vindo da ilha e conseguem resgata-los. Alec e o Corcel seguem viagem com o navio até o Rio de Janeiro (no filme não há essa viagem) e dias depois conseguem chegar em Nova Iorque. A dupla não aceita se separar e para que permanecessem juntos, pois insiste até encontrar um lugar para o melhor amigo. Ele conhece o senhor Dailey, que consegue um estábulo para Black ficar – nome dado para o grande Corcel – e depois de uma despretensiosa corrida os dois concordam que o animal é o mais veloz cavalo que existe.

A história continua com o desenvolvimento sobre as rentáveis e elitizadas corridas de cavalos nos Estados Unidos e acompanhamos as burocráticas tentativas para que Black e Alec pudessem participar delas, até a conclusão de um acordo que colocaria Black disputando contra os dois maiores vencedores de todos os tempos. E aqui está uma das partes mais iguais com o filme, junto com a impressão de reviver a sensação de assisti-lo mais uma vez.

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