Resenha – Dexter
por Ragner
em 17/04/19

Nota:

Meu primeiro e único contato com Dexter, até hoje, tinha sido o seriado que teve 8 temporadas e que não assisti o desfecho. Verdade! A última temporada acabei não acompanhando e depois de alguns spoilers e conversas sobre a série, não finalizei. Mesmo com vontade de ver o que aconteceu com o psicopata que muitos gostariam que existisse, o tempo passou e outras séries ganharam minha atenção.

A mão esquerda de Deus foi adaptado para a 1ª temporada de Dexter e, como em todas adaptações, possui diferenças. Em muito a série segue leal ao livro, com algumas mudanças pontuais, mas que ainda agrada a quem leu e assistiu. Temos aqui o investigador Dexter, sua irmã Deborah, os demais personagens conhecidos na série de tv e o passageiro das trevas (que é como Dexter identifica seu lado sombrio e psicopata), algumas sutis alterações e um final diferente.

Dexter é filho adotivo do policial Harry Morgan (pai legítimo de Deborah). Harry descobre que a criança possui uma insana vontade de matar e como percebe que não conseguiria reprimir tais instintos no filho, se dedica a ensiná-lo como acabar com a existência de pessoas que só fazem o mal. Dexter, com o passar dos anos, é influenciado pelo código de Harry. Depois da morte do pai e trabalhando como perito de sangue no departamento forense da polícia de Miami, se transforma em um serial killer de assassinos e criminosos que a lei não consegue punir.

Começamos o livro já com uma ação (ou punição) de Dexter para com um criminoso esquecido pela lei, o que já nos apresenta sua sede de justiça e de morte, que o transforma em um personagem estranhamente cativante (a gente torce por ele). Logo depois de um trabalho de Deborah (que é policial como o pai), como infiltrada, o departamento de investigação de Miami encontra um corpo que fora assassinado de maneira peculiar, sem qualquer vestígio de sangue, que segue o ‘modus operandi’ do próprio Dexter. Limpo e empacotado e isso deixa o protagonista deveras intrigado.

As investigações continuam, outros corpos são encontrados e o próprio Dexter vê o assassino como um igual. A narrativa me fez relembrar diversas cenas do seriado, me deu até vontade de rever algumas passagens e terminar de assistir a última temporada. Quem sabe agora vai.

Assim como aconteceu com True Blood, que resenhei o livro responsável pela 2ª temporada – Vampiros em DallasA mão esquerda de Deus garante um exercício interessante e agradável para o amante das duas mídias (tv e livro). No cinema isso pode gerar algumas controvérsias, pois o tempo é muito menor e as adaptações podem sofrer maiores modificações, mas entre série e livro, muito pode ser trabalhado e ser mantido.

Para quem tiver oportunidade, leia!

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