Resenha – Echo Park
por Ragner
em 23/05/14

Nota:

ep

 

 

Um thriller policial que merece respeito.  Uma história construída em cima de uma trama que gera expectativa e suspense na medida certa. Onde tudo parece encaminhar para um determinado fim, mas que durante o percurso vai externando situações cheias de agravantes, vamos sendo envolvidos pelo protagonista – um detetive a moda antiga, com gostos refinados – e sua caçada pelo responsável de crimes cruéis e que não possui, aparentemente, qualquer emoção – um perfeito psicopata.

Michael Connelly já foi resenhado no Poderoso com “Chamada Perdida“. É um conhecido escritor de livros policiais e, entre muitos outros, já começa a figurar entre os escritores que preciso ler cada vez mais…e mais. O gênero literário em questão me cativa muito, me prende a cada página e enche minha biblioteca a cada livro.

Em Echo Park acompanhamos o detetive Harry Bosch, dos abertos/não resolvidos, uma divisão da polícia de Los Angeles, que, como o próprio nome sugere, é encarregada de solucionar casos ainda em aberto ou que já há tempos não foram resolvidos e acabam se tornando pesadelos para muitos envolvidos. Bosch há 13 anos vive frustrado por nunca ter encontrado o responsável pelas mortes de algumas mulheres, em especial Marie Gesto, Tal caso o faz, de tempos em tempos, reabrir os arquivos e tentar garimpar pistas deixadas de lado ou ir até a família e prometer que encontrará as respostas para as perguntas que há mais de uma década perturbam os pais da moça e a ele mesmo. Quem a matou?

Depois que um promotor em campanha política e um figurão na polícia expõem que um assassino preso deseja confessar seus crimes para poder escapar da pena de morte, os casos das mulheres assassinadas, e em especial o de Marie Gesto, são colocados à mesa e Bosch pode ficar frente à frente do possível responsável por todas as mortes que não conseguiu solucionar. O passado começa a o perturbar, ele descobre que pode ter falhado há 13 anos atrás e que poderia ter prendido o psicopata antes de outras mulheres terem sido violentamente assassinadas. Ele pede ajuda à mulher que tinha decidido retirar de sua vida e precisa trabalhar junto com pessoas mais interessadas ao clamor popular do que deixar mofar atrás das grades um psicopata confesso.

O livro alterna momentos de ação e tranquilidade. Connelly consegue escrever e descrever em linhas e páginas, situações que conduzem o leitor a se envolver com a história. Mesmo quando o livro não está ágil o bastante, podemos ter em mente que aqueles momentos que parecem fracos, serão seguidos de ocasiões em que nossa atenção precisa estar em alta. A construção de toda história necessita da leitura atenta, pois, como em outros ou em todos bons livros policiais, pistas ou acontecimentos podem surgir a qualquer paragrafo, capaz ou não, de desvendar o mistério que estamos lendo.

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