Resenha – Fogo Fátuo
por Ragner
em 02/12/14

Nota:

O Poderoso foi contactado, dias atrás, para poder receber um conto e assim resenha-lo. Nossa camarada Patrícia me perguntou se eu gostaria de lê-lo, já que se tratava de um gênero que poderia me interessar, por curiosidade e crença em novos escritores (também sou escritor e já tenho um livro publicado, resenhado aqui também: Máscara De Sangue) quis de cara ler. Foi uma grata surpresa, gostei da escrita do colega, da construção de todo o enredo e de como foi conduzida a história.

Maurício Coelho escreveu um conto que não necessariamente é fantasia, não há história sobre seres fantásticos ou um mundo que está além do nosso, mas acompanhamos um certo acontecimento que é conduzido pela imaginação. Fogo Fátuo pode até mesmo ser lido observando como nossa mente trabalha de acordo com nossa condição em certos momentos. Particularmente queria ler mais, queria até mesmo mais participação de outros personagens, pois gostei de como foram apresentados, só faltou uma experiência melhor aproveitada de todos eles. Me perguntei até se não haverá ou se já há outros contos com todos aqui.

Temos aqui uma família do Norte do Brasil, e mesmo antes de ler a parte onde indica isso, podemos identificar, pela fala deles, que há uma regionalização destacável. Eu só não sabia ao certo de onde especificamente eles eram, mas que moravam perto do rio Amazonas, isso eu imaginava. Gilmar da Silva é casado com Thaynara e avô de 1 jovem e 2 crianças, com características bem específicas (gostei da maneira que o autor as introduziu no conto, por isso senti falta de um algo a mais para elas, isso ficou no ar). Kléver, Kelly e Jéquison, com 18, 12 e 8 anos respectivamente.

O dia na vida dessa família começa com Gilmar preparando o café, as “crianças” indo para escola e Thaynara vivendo sua vida ao lado do marido. O cotidiano deles é contada com detalhes, até mesmo o que costumam fazer em suas tardes. No dia em questão (já que o conto versa sobre um dia específico na vida deles), Gilmar não descansa junto a esposa de tarde e ao ouvir uma batida à porta, viu um antigo amigo, Ramiro. Ramiro foi a casa do amigo para jogar conversa fora e contar sobre uma criatura fantástica, formada de fogo, que tinha avistado em um rio próximo. Descrente, Gilmar duvida e faz deboche do que é dito. Depois de tentar convencer sem provas conclusivas, Ramiro propõe que ambos passem a madruga na margem do rio até a criatura de fogo aparecer. Apostando uma cerveja de que nada aconteceria, Gilmar aceita.

 

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Contar mais sobre a história pode, ou não, tirar um pouco do mistério, deixo com vocês essa curiosidade. O que posso escrever mais é que o autor soube bem criar uma atmosfera imaginativa que proporcionou o interesse de se ler até o final e ainda deu aquela vontade de continuar. O que é mais legal aqui, esse conto finaliza, tranquilo, sem maiores necessidades de explicações, porém, fica mesmo a vontade de se ter mais contos sobre Gilmar e os netos.

Fica aqui meu pedido Maurício, nos agracie com mais contos assim.

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