Resenha – Fresh Fruit for Rotting Vegetables
por Bruno Lisboa
em 03/04/19

Nota:

Alex Ogg é um jornalista/escritor britânico premiado com diversas obras ligadas ao universo da música, especialmente na ala do punk rock. E talvez sua obra mais ambiciosa seja justamente esta: contar a trajetória inicial de uma das mais controversas bandas da história, o Dead Kennedys.

Fundada em 1978, se o nome da banda já causou controvérsia (uma ode a morte da família Kennedy e ao fim do american dream) as letras seguem um formato inusitado para época, ao unir discurso político progressista e a ironia, resultando num dos discos mais importantes da época: o essencial Freshing fruit for rotting vegetables.

A obra de Ogg relata os primeiros anos da banda, revelando que de imediato a banda foi regida por brigas internas que culminaram no fim do grupo de forma repentina em 1986. Os conflitos geralmente giravam em torno de um lado Jello Biafra, vocalista e compositor, e do outro East Bay Ray, guitarrista, que até hoje brigam por créditos das canções e o nome da banda. Por mais que Ogg tenha acompanhado in loco a trajetória do grupo o livro só foi lançado em 2014 devido a inúmeros desdobramentos históricos.

Para além dos Kennedys na obra o autor faz uma bela varredura da cena efervescente de São Francisco e de Londres, com a menção a inúmeras bandas, convidando o leitor para uma imersão ainda maior do que era produzido na época.

Meteórica e influente, a trajetória dos Dead Kennedys, tão bem captada por Ogg, é um dos maiores exemplos do poder da música, mas que a mesma pode ser consumida pelo egoismo. Para além das brigas homéricas Fresh Fruit for Rotting Vegetables segue relevante e atemporal para as novas gerações.

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