Resenha – Fundação
por Ragner
em 06/02/15

Nota:

download

Comecei a ler Fundação empolgado com novas aspirações para me sentir envolvido cada vez mais com a ficção científica. Assisto mais filmes sobre o assunto do que leio livros e determinantemente quero mudar tal realidade e para isso escolhi o mestre no assunto. Mas o que eu não imaginava era o quanto iria ficar extasiado e já fazendo conexões com outras histórias grandiosas. Com as 100 primeiras páginas já senti uma forte ligação com o universo de Star Wars. Cidades e países são planetas, viagens “marítimas” ou aéreas são estelares ou planetárias e anos luz ou o confins do universo demoram ou se localizam alí mesmo onde se encontra o Japão.

Mas a comparação com Star Wars se faz só pela vida em uma galáxia, pelas viagens planetárias, comércio e política estelares, fronteiras e limites dentro da própria galáxia e povos distintos. Em Fundação não discorre sobre seres diferenciados, aqui o foco é na raça humana, que em um passado muito muito distante vivia na Terra. Asimov escreve sobre nosso futuro, a mais de uns 10.000 anos a frente e com um entendimento fantástico de como nossa exploração espacial poderia realmente ser.

A Via-Láctea foi totalmente povoada, sistemas solares adaptados à humanidade e planetas foram sendo habitados. Há dezenas de séculos os confins da galáxia vão ganhando vida e um império galáctico surge na imensidão. A história vai ganhando contornos diferenciados e uma nova ciência ganha adeptos e força. A psico-história consegue prever o futuro da humanidade e o que pode ajudar a preservar o que de mais valioso possa existir.

O Psico-historiador Hari Seldon foi capaz de analisar toda uma gama de acontecimentos capazes de levar o homem a extinção. Através de cálculos de variáveis possíveis e de derivações altamente funcionais, Seldon descobre que em 3 séculos a raça humana poderá se findar. Mesmo após alcançar o ápice da civilização e viver em tempos tão prósperos, o futuro parece percorrer um caminho sem volta, a não ser que o conhecimento da raça humana possa ser preservado, a partir da preparação de uma Enciclopédia Galáctica. Tal criação é a única maneira capaz de reerguer o homem depois da Queda.

Depois de muitos anos percorrendo as indicações de Seldon, seus seguidores vão entendendo os verdadeiros planos para a criação de uma Fundação forte o bastante para não deixar a raça humana chegar a extinção e como as manobras de alguns reinos já eram vislumbrados. Mas não só os enciclopedistas precisam trabalhar para isso, toda uma gama de profissionais vão tendo sua função cobrada, seja ela de forma espiritual ou empírica. Cada um a seu tempo e mesmo que gerações passem, todo precisam entender seu valor.

O primeiro volume dessa trilogia possui uma narrativa que engloba muito bem a introdução da história e algumas personalidades que possuem fundamental importância para a trama. Os psico-historiadores, enciclopedistas, prefeitos, comerciantes e príncipes mercadores (que são os títulos dos capítulos) são também apresentados para dar rumo em tudo que vai acontecendo, já que são essenciais para o enredo e são importantes para cada época específica em que a história vai sendo desenvolvida. Agora é partir para o segundo volume e entender melhor a grandeza desse clássico.

Postado em: Resenhas
Tags: , ,

2 Comentários em “Resenha – Fundação”


Avatar
Rafael Felipe Gati em 06.02.2015 às 09:30 Responder

Livro muito bom, é incrível a forma como Asimov consegue escrever detalhando até mesmo tecnicamente como cada coisa funciona sem deixar de lado o fator humano em seus livros.

Aliás, não tenho a informação precisa, mas creio que está sendo feita uma série sobre A Fundação.

Avatar
Ragner em 06.02.2015 às 10:29 Responder

Sobre a série não estou sabendo, mas a escrita dele e todo o “aparato tecnológico” para mesmo que ele veio do futuro, kkkkk. Sem esquecer a escrita humanizadora dele. Genial.


 

Comentar