Resenha – Garganta Vermelha
por Thiago
em 14/01/15

Nota:

Garganta Vermelha

Resolvi começar meu 2015 realizando uma resolução de ano novo que me fiz. A primeira coisa que me atraiu no meu armário, cheio de livros que comprei ou ganhei mas não tive tempo de ler, ou simplesmente esqueci, foi o detetive Harry Hole.

Através deste personagem quero apresentar pra vocês meu autor favorito da última semana, Jo Nesbo (há um corte em diagonal no O de Nesbo mas eu não sei fazer.) O noruegues Jo Nesbo vive em Oslo. É músico, compositor e economista, além de ser um dos escritores mais bem-sucedidos e aclamados na Europa atualmente. Seu primeiro romance policial estrelado pelo detetive Harry Hole tornou-se sucesso instantâneo na Noruega, conquistando o prêmio Glass Key por melhor romance nórdico de 1998.  Em 2004, Garganta vermelha, primeiro livro do autor publicado pela Editora Record, foi eleito o melhor romance policial de todos os tempos, pelos Clube do Livro Norueguês.

Jo Nesbo

Além disso Nesbo é músico e foi líder da banda pop Di Derre, tentou ser jogador profissional de futebol e estudou economia e análise financeira. Trabalhou como corretor de ações até não aguentar mais e enfiar a cara na carreira de escritor.

Jo Nesbo

Este é o primeiro livro que leio do autor, e o primeiro sobre o detetive Harry Hole, personagem meio clichê mas cativante. Um detetive rabugento, com uma vida ruim. Isso me lembra vários policiais de livros, filmes, séries e de teatro, mas e daí? Esse aqui é bem feito.

Nesta história somos levados ao início da década de 1940, para as trincheiras de Leningrado, no Front Leste, onde uma unidade de soldados noruegueses luta por Hitler contra o avanço do bolchevismo na Rússia, por uma Noruega livre. Provenientes de diversas camadas sociais, os militares não compartilham política nem motivação. O mais corajoso, Daniel Gudeson, é dado como morto, e seu corpo é deixado em uma vala comum. Dois anos depois, em um hospital militar de Viena, um soldado ferido afirma ser Daniel. O oficial acaba apaixonando-se por Helena, uma jovem enfermeira.

O livro não se mantém no passado, ele trabalha com dois tempos diferentes, o tempo presente da trama é 1999/2000 onde encontramos o detetive Harry Hole. Após passar por um acidente diplomático, o detetive Hole é transferido para a Polícia Secreta. Nesse novo cargo, ele tem a missão de investigar uma rede de tráfico de armas, provavelmente relacionada a um grupo de antigos e novos nazistas. Uma atribuição trivial, até que rumores sobre uma arma antiga e rara, que teria acabado de entrar no país e poderia cair em mãos perigosas, chamam sua atenção. Enquanto a neve toma as ruas de Oslo, entra em cena um assassino com um objetivo incomum. Quando um ex-soldado é encontrado morto com a garganta cortada, o inspetor e sua parceira Ellen se vêem numa caçada frenética. As pistas levam Harry de volta à guerra, em uma investigação na qual ele tem muito a ganhar e tudo a perder.

As coisas mais interessantes aqui, além da história é poder observar a segunda guerra através dos olhos de um país distante que esteve ao lado de Hitler.

A outra coisa bem interessante aqui são os capítulos, todos curtos, alguns muito curtos, mas de modo justificável, pois se tratam de acontecimentos com data. Cada capítulo tem data e local, e não seguem uma linearidade temporal, ou seja, exige atenção do leitor.

Recomendo este livro pra quem gosta de história, pra quem gosta de suspense, romances policiais e principalmente pra escritores e aspirantes a escritores que se encontram com pontas soltas em suas narrativas.

Boa leitura a todos!!

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