Resenha – Hotel Valhala – Guia Dos Mundos Nórdicos
por Ragner
em 04/10/17

Nota:

 

Gosto bastante de mitologia nórdica, agrado das histórias dos deuses que povoam os mitos dos povos escandinavos/vikings e assumo que era viciado em Age Of Mythology, jogando com a civilização nórdica mais do que as outras duas (egípcia e grega). O livro Mitologia Nórdica do escritor Neil Gaiman já passou pelo Poderoso e podemos aprender um pouco mais sobre a narrativa de tais mitos. Em Hotel Valhala, embarcamos em uma história que trata os mundos nórdicos de maneira bem juvenil e básica, sem grandes aspirações.

Como é indicado na capa, “Guia dos Mundos Nórdicos” nos apresenta os mundos existentes na mitologia nórdica. Aqui estão listados os deuses e deusas aesires e vanires que moram em Asgard e Vanaheim (falaremos mais adiante), os seres místicos e as criaturas fantásticas que existem nos nove mundos. A introdução do livro serve como uma carta de boas vindas (escrita pela gerente do Hotel, Helgi), já que o leitor passa a ser um hóspede do Hotel Valhala e tudo que está escrito serve como um manual para entender o que existe no pós-vida (Valhala é o Salão dos Mortos, lugar para aonde vão os bravos guerreiros que morreram em combate).

Tudo é bem explicado e detalhado pelo porteiro do Hotel – Hunding – que fala sobre todos os mundos, com seus deuses, seres e criaturas. Conhecemos Yggdrasill, que é a Árvore do Mundo e como ela sustenta os nove mundos em seus galhos. Aqui temos Asgard – reino dos aesires, deuses e deusas guerreiras -, Vanaheim – lar dos vanires, deuses e deusas da natureza -, Midgard – Lar dos humanos, ligado a Asgard pela Bifrost (a ponte colorida como um arco-íris) -, Álfaheim – lar dos elfos -, Jötunheim – mundo dos gigantes -, Nídavellir – reino subterrâneo dos anões -, Muspellheim – terra dos gigantes de fogo e os demônios -, Niflheim – terra dos gigantes de gelo – e Helheim – onde os mortos acabam quando não vão para Valhala. Existe ainda um grande abismo chamado de Ginnungagap, que Hunding disse que é um lugar para se evitar.

Sobre os deuses e deusas, seres e criaturas, Hunding conta um pouco sobre cada um. No capítulo sobre as divindades, ele fala sobre a aparência, armas, particularidades e onde moram, no capítulo sobre os seres míticos ele fala sobre os gigantes, elfos, anões, valquírias e as nornas e no capítulo sobre as criaturas fantásticas ele fala sobre animais poderosos, como serpentes, águia, esquilo, cabra, cervo, cavalo e o lobo Fenrir, capaz de iniciar o Ragnarök. Já no final, há um recado (também escrito por Helgi) com mais detalhes sobre a estadia no hotel (que é o próprio salão Valhala, com suas 504 acomodações) e um glossário com palavras e expressões nórdicas, para que o hóspede/morto esteja bem informado sobre sua nova morada.

Rick Riordan é deveras conhecido por suas séries literárias que possuem uma enorme legião de fãs. A primeira (e talvez mais conhecida) “Percy Jackson e os Olimpianos” começou a ganhar adaptações para o cinema e outras duas já tiveram seus primeiros livros resenhados aqui: “As crônicas dos Kane” (com A Pirâmide Vermelha) e “Os heróis do Olimpo” (com O Herói Perdido). Riordan consegue mesclar bem as mitologias grega/romana/egípcia/nórdica com o mundo moderno, levando seu público jovem a conhecer mais sobre deidades e criaturas fantásticas dessas culturas, o que é muito interessante e também importante.

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Livro enviado pela editora

 

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