Resenha – Jack o estripador: Rastro de sangue
por Ragner
em 11/03/20

Nota:

A arte (com a literatura, música, cinema) já trabalhou, de diversas maneiras, a figura do notório assassino em série que assombrou a Londres vitoriana do ano de 1888. Jack, o estripador, ganhou o universo ficcional e povoa o gênero de terror há mais de um século. Sua figura passeia entre a ficção e a realidade, e mesmo que se acredite terem encontrado uma maneira de descobrir a identidade do serial killer, “Jack” possui um legado que ganha páginas de romances históricos até hoje.

Jack o estripador: Rastro de sangue é o livro de estreia de Kerri Maniscalco, publicado em 2016. É importante também salientar que a autora foi descoberta pelo autor de best sellers James Patterson, que criou o selo Jimmy Patterson em 2015, com maior foco no público YA (jovens adultos). Dito isso, fica a dica de que o livro tem sua estrutura e clima mais direcionado para tal público.

Audrey Rose é a protagonista, uma jovem garota à frente de seu tempo, de família de classe alta, desgostosa do ambiente machista em que vive (o que seria extremamente comum para a época) e isso faz com que ela sempre passe por situações conflitantes com sua família e amigos. E é exatamente isso que motiva e norteia o mote de todo o enredo. A história de Jack já é mundialmente conhecida e a narrativa que projeta uma jovem protagonista conduz para uma nova perspectiva da época e dos próprios assassinatos.

Rose vive com o pai e o irmão, a mãe faleceu há um tempo. O pai é super protetor e uma das coisas que Rose mais gosta de fazer é estudar medicina forense (escondida do pai) com o tio – Jonathan Wadsworth – e andar por Londres contrariando todos que se opõe a isso. Com as mortes de mulheres em Whitechapel (fato histórico), na periferia da cidade e as autópsias realizadas pelo próprio tio, a jovem se motiva a descobrir quem é o assassino serial, mesmo que isso coloque sua vida em risco.

Porém Rose não está sozinha, ela recebe a ajuda de outro aluno do tio – Thomas Cresswell – para poder desvendar o responsável pelos hediondos crimes. No começo os dois estão mais para uma combinação explosiva (ela impulsiva e muitas vezes querendo provar que consegue tudo sozinha e ele um rapaz convencido e irritante (para Rose)), mas com o tempo a vibe entre os dois começa a melhorar e se tornam uma boa dupla.

Kerri Maniscalco ainda está no início de sua trilha literária. Jack o estripador é seu primeiro livro, sua escrita já pode ser considerada com ares positivos, mas ainda tem muito a evoluir. O clímax, o percurso até descobrir o culpado, os altos e baixos dos personagens e os momentos que pegam mais ou mesmo deixa a leitura morosa, me deixou, assim mesmo, curioso para ler o próximo livro: Príncipe Drácula.

Jack ficou mundialmente conhecido por assassinar prostitutas e por evidente conhecimento em anatomia. O que não se tem total certeza é de quem se tratava ser o responsável pelas mortes e nem mesmo se o assassino seria de fato um homem ou uma mulher. E é toda essa atmosfera de mistério e suspense que alimenta a lenda do serial killer mais conhecido da história. Esse começo da série Rastro de sangue vale a pena ler.

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