Resenha – Monte Verità
por Ragner
em 09/06/15

Nota:

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Eis mais um livro que discute questões seguindo reflexões filosóficas. Assim como em Micrômegas, não há um assunto específico ou didático que analise um tema, existe uma gama de acontecimentos que fazem o leitor pensar sobre situações e mais situações ficcionais, mas que nos leva a realidades fatídicas, pelo menos em possibilidades verossímeis. Monte Verità é um daqueles livros que merecem ser lidos.

E da mesma forma que o já citado Micrômegas, Monte também é um pequenino livro, dá para ler de uma sentada só, um pequenino livro que vale mais pela qualidade do texto abordado, do que pela quantidade de texto apresentado. Não é um primor literário, não tem uma história que consista uma narrativa fantástica, aqui o que principalmente importa é como vamos entendendo alguns fatos e como nosso entender é passível de contextualização.

O enredo se inicia um tanto quanto fora do que ainda está por vir. Já há um olhar racista quando o garçom, negro, formado em economia e poliglota, não passa de um simples empregado de um hotel, enquanto um congresso é realizado. Estrangeiros que estão participando do congresso se espantam quando o garçom conversa com cada um na língua deles mesmos, mas depois não passa disso e já no próximo capítulo, somos arremessados em fato que surpreende em escala global. Onde a humanidade inteira vai passando por momentos de interessante descoberta, incredulidade, fantasia, surpresa e religiosidade.

Durante algumas semanas, todo domingo, em todo o mundo, por qualquer tipo de meio de comunicação, seja falada, gravada, filmada ou escrita, comunicados eram propagados e a humanidade ficou bem tensa, pois nada explicava aquilo. Pensamentos de que extraterrestres e deuses ganhavam atenção e nada naturalmente normal parecia ser capaz de responder as perguntas que semanalmente aterrorizava a todos.

Em cada comunicado a humanidade ficava livre de armamento, crescimento descontrolado da população, poluição, entre outras coisas que deixam a vida pior ou o mundo um lugar mais destrutivo ou quase inabitável. Seis são os comunicados no total e todos eles podem garantir a segurança do planeta durante séculos, mas como isso é visto pela humanidade e entendido, pode ser um enorme tapa na cara de todos.

Comecei a ler esse livro há meses atrás. Li as primeiras páginas e não tinha sido fisgado ou não entendido a dinâmica que ele tentava criar, creio até que no momento minha cabeça estava em outros estilos e foi dessa vez, ao encara-lo com vontade de resenha-lo aqui é que deslanchei e o indico com vontade. Uma excelente forma de se entreter pela filosofia.

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