Resenha – Mr Mercedes
por Ragner
em 10/05/16

Nota:

Mr. Mercedes

Stephen King é um gênio. Não há dúvidas sobre isso e nós aqui do Poderoso já estamos fazendo crescer a lista de seus livros resenhados. Mr. Mercedes é o primeiro livro do autor que finalizo e venho lendo aos poucos o clássico It: A Coisa. A leitura de seus livros tem me deixado com vontade de ler mais e mais. Mesmo ambos sendo livros com personagens que extrapolam  psicopatias e que prometem tanto suspense quanto terror, digo que são deliciosos de serem lidos em dias frios, nublados e por aí vai. E o que me chamou muito a atenção é de que já no começo da história, somos surpreendidos por acontecimentos horríveis, sem enrolação sobre quem ou o que é o vilão escolhido da vez. Já no primeiro ato damos de cara com um assassino sem qualquer escrúpulo e que mata com alegria e até tesão pelo ato.

Sou um iniciante na narrativa do mestre King, mas é indiscutível sua genialidade. Dentro do universo literário ele é mundialmente conhecido e referência não somente no gênero de terror ou suspense. Ler Stephen King parece ser um prato cheio e saboroso para novos e iniciados leitores. Um prazer que estou começando a ter agora. It: A Coisa está indo bem, obrigado. Cedo ou tarde uma resenha deste aparecerá por aqui, mas o que importa agora é comentarmos sobre Mr. Mercedes e já começo dizendo: que baita livro intenso. IN TEN SO!!!

Em Mr. Mercedes, somos apresentados a um psicopata que fica excitado ao matar pessoas (bebês também) e com a própria mãe, que é alcoólatra, ao vê-la de camisola. Um homem que planeja muito bem seus passos, que possui um “quartel-general” bem equipado e que trabalha normalmente vendendo sorvete pelas ruas de bairros residenciais.

Brady Hartsfield rouba um carro – Mercedes – e durante uma madrugada fria, avança contra uma pequena multidão que aguardava o dia raiar enquanto esperavam na fila por senhas para disputar ofertas de emprego. Algumas pessoas morrem e outra ficam feridas. Meses depois, o detetive Bill Hodges já aposentado, ainda vive atormentado pelo massacre. O crime não foi resolvido, o assassino ainda continua a solta e Hodges recebe uma carta. Na carta o “assassino do Mercedes” dialoga com o detetive, insistindo que seu ato foi isolado e que não desejava matar mais ninguém, mas Hodges decide se mexer, sair da frente da tv e descobrir quem foi o responsável pelo crime que assustou muita gente e que ainda o atormenta.

O aposentado Hodges inicia uma caçada ao assassino, se utilizando de artifícios que pouco conhece e para isso pede a ajuda de um amigo incomum, o jovem Jerome Robinson que trabalha para ele esporadicamente em serviços tecnológicos (como mexer com o computador) e de casa (aparar o gramado). Após repassar alguns fatos com o ex companheiro Pete Huntley e um encontro com a irmã da dona do carro utilizado no massacre (o assassino do Mercedes roubou o carro de uma mulher chamada Olivia Trelawney que depois de alguns dias cometeu suicídio e muito se crê que é por se sentir culpada por seu carro ter sido a arma de um psicopata). Hartsfield conhece muito bem o detetive Hodges, acompanha sua rotina, a de Robinson também e ainda passa seus dias planejando outro atentado, com intenções de aterrorizar a vida daqueles que nutre qualquer tipo de desgosto.

Mr. Mercedes não foi lido de uma vez só. Fui aos poucos, mas com bastante interesse. Stephen King trabalha seu texto com cuidado, seus personagens recebem um tratamento importantíssimo para o destaque que podemos perceber durante a história. Em Mr. Mercedes tudo vai acontecendo ao seu devido tempo. As investigações de Hodges, o planejamento de Hartsfield e o envolvimento de outros personagens são muito bem expostos página a página, com as óticas de cada um sendo muito bem exploradas. Já ansioso para ler outro do mestre King.

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O livro foi enviado pela editora. 

 

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