Resenha – Nightflyers
por Ragner
em 19/12/19

Nota:

Conheci George R. R. Martin a partir de suas Crônicas de gelo e fogo, que teve o primeiro livro – Guerra dos tronos – publicado em 1996 (o 5º livro – A dança dos dragões – saiu em 2011 e até hoje aguardamos o 6°). Sei que o escritor possui muitos outros livros, com coleções também bem conhecidas e isso influenciou a minha escolha por Nightflyers, ainda mais por ser um livro de ficção científica. Seara que, aliás, curto muito e fiquei curioso em ler o que esse gênio criou.

Nightflyers é um conto lançado em 1985 e faz parte de um universo maior – Mil Mundos – com outras histórias que versam sobre colonização interplanetária e o futuro do planeta Terra. O conto já tinha ganhado uma versão para o cinema e esse ano teve uma série já disponível na Netflix. Ainda tenho que assistir.

A história é sobre uma expedição pelo universo (clássico mote de ficção científica) e me lembrou um pouco de Jornada nas estrelas – “Estas são as viagens da nave estelar Enterprise, em sua missão de cinco anos para a exploração de novos mundos, para pesquisar novas vidas, novas civilizações, audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve!” – mas só esse argumento inicial. Com o passar na narrativa e construção dos personagens, fica claro que o enredo vai além. O interesse dos ocupantes da nave (Nightflyers) é encontrar com os Volcryn – uma raça alienígena lendária – mas nada é tão simples.

Nightflyers é uma espaçonave tripulada e pilotada por apenas uma pessoa – o capitão Royd Eris -, plenamente automatizada, uma maravilha da engenharia. Seus passageiros são compostos por cinco mulheres e quatro homens, todos acadêmicos, das variadas áreas de estudo, dentre eles, um telepata, encarregado de fazer a conexão com os Volcryn. Parece mesmo uma trama de expedição e conhecimento, mas é George R. R. Martin.

Em um futuro em que a humanidade já conquistou o espaço e alcançava outros planetas, o cientista Karoly D’Brannin – chefe da expedição – almeja encontrar a raça alienígena e por isso freta a Nightflyers, convoca outros cientistas e parte para sua jornada. E já no começo da história, acompanhamos que o telepata – Thale Lasamer – pressente uma ameaça, algo desconhecido, sem conseguir explicar o que é. Além disso, o contato de todos com o capitão se faz somente através de hologramas, sistema de áudio e comunicadores, pois ele não aparece pessoalmente. Tudo isso constrói um clima de paranoia entre todos na espaçonave até o perigo começar a atingir realmente cada um.

O livro, como já disse, é um conto, uma história pequena, nada parecido com o que estamos acostumados quando falamos sobre o autor e, além disso, não há também aquele desenvolvimento gigantesco de personagens, só o que cada um faz e como tudo vai se desenrolando sem maiores desdobramentos. E digo que gostaria de mais, mas a mistura de ficção científica com terror, com a visão do gênio da literatura fantástica foi uma excelente descoberta.

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