Resenha – O assassinato do comendador – vol. 1
por Ragner
em 27/12/18

Nota:

Como prometido, eis mais um livro de Haruki Murakami. O autor conseguiu me interessar mais ainda e, além de deixar claro que já quero ler a continuação desse (que deverá aparecer por aqui) para o próximo ano, acredito que o autor ganhará mais volumes lidos em minha biblioteca. A escrita é boa, suas histórias e narrativas me conquistaram e a cultura japonesa ganhou um excelente representante literário para minhas leituras futuras.

Murakami é um escritor que desenvolve suas histórias de maneira bastante peculiar. Ele mescla realidade com fantasia e situações que transcendem o natural de forma deveras inesperada. Como eu já tinha lido Crônica do pássaro de corda e presenciado um pouco desse estilo, acompanhei O assassinato do comendador com ansiedade para saber como o autor iria trabalhar sua narrativa.

O livro é narrado em primeira pessoa e o protagonista não fala qual é seu nome. Nas primeiras páginas ele conta o que faz e que sua vida se divide entre o 1º casamento e o 2º casamento, com a mesma mulher. Sabemos então que ele é pintor e que ganha a vida como retratista, mesmo não gostando do que faz, até a esposa – Yuzu – terminar com ele. Ela assume ter um caso com outro homem (será recorrente esse tipo de traição nos livros do autor?). Tudo parece perder o sentido após o término e o narrador decide dar um tempo dos contratos de trabalho e viaja sem rumo pelo Japão, até semanas depois perguntar a um amigo se ele sabe de algum lugar onde poderia morar e assim vai para a casa onde vivia Tomohiko Amada (também pintor e pai desse amigo) e encontra uma pintura intitulada “O assassinato do comendador”.

Como dito, a vida do protagonista muda entre os dois casamentos e tudo acontece durante o tempo em que morou na casa de Amada. Ele nos conta como foi desde sair da própria casa e viver na outra casa que ficava no alto de uma pequena montanha, meio que isolada. Ainda apaixonado pela ex, o narrador vive sem grandes momentos até encontrar a tal pintura e aceitar a encomenda valiosíssima de um retrato do vizinho. E é aqui que o estilo de Murakami se faz tão presente, instigante, expressivo e envolvente.

Murakami parece gostar de criar personagens que simplesmente passeiam pelas histórias (é o que senti nesses dois livros que li até então) que são ricas de acontecimentos aleatórios e momentos fantasiosos. Bastante referência artística também deixa a obra mais leve e agradável, pois tamanho é outra coisa que parece interessar o autor. Esse é o volume 1, já no aguardo para ler e resenhar o volume 2.

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O livro foi enviado pela editora

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2 Comentários em “Resenha – O assassinato do comendador – vol. 1”


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Nair em 27.05.2019 às 13:29 Responder

Eu jjá li tofos os livros do Murakami disponíveis no Brasil!
Amo a sua escrita, a riqueza dos personagens! Leia IQ84! Kafta! Um melhor q o outro!
Pena q até agora nada do vol 2 do Assassinato do comendador! Todos os livros o protagonista adora opera e é muito ligado com literatura!, a arte! Acho que o Haruki se projeta em seus personagens! Maravilhoso!

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Ragner em 27.05.2019 às 14:20 Responder

Tenho o primeiro IQ84, preciso comprar os outros dois. Gostei do que li sobre Murakami e já quero ler mais dele. Valeu demais pelo comentário.


 

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