Resenha – O Bazar Dos Sonhos Ruins
por Ragner
em 06/12/17

Nota:

 

Assim como Edgar Allan Poe e Neil Gaiman (que são admirados aqui do Poderoso), temos Stephen King entre os mestres da literatura sobrenatural e fantástica que faz nosso pensamento vagar, sem amarras, por lugares macabros, tenebrosos e até bizarros. O terror e o horror são coisas que mexem com o imaginário, seja para o bem ou mal e King escreve sobre ambos os temas com uma habilidade assombrosa. O Bazar Dos Sonhos Ruins é meu primeiro contato com sua escrita destinada à contos e digo que adorei.

As histórias de King são ricas em detalhes, gigantescas em enredo e cheias de mistério, corroborando no quesito maestria que o faz ser um escritor tão prestigiado e adorado por fãs em todo mundo. E mesmo O Bazar sendo um livro de contos (com histórias não tão gigantescas), essa genialidade se faz presente e ainda com um gosto diferenciado, pois a narrativa é desenvolvida de maneira mais ligeira e ainda trás momentos diversos da escrita e criação de King (cada conto foi escrito em épocas diferentes, alguns já publicados com alterações e outros inéditos). São 20 histórias (dois poemas) que possuem, cada uma, introduções contextualizando cada conto com suas motivações e até processo criativo.

Não encontramos aqui contos tão tenebrosos ou macabros, nos deparamos com situações cotidianas e mesmo leves, porém com toques que medo e até pavor. Nada forte ou pesado demais como muitos outros livros. O Bazar tem de tudo um pouco do que podemos desejar e esperar do mestre King e isso faz do livro alvo de desejo de fãs. Alguns contos são formidáveis, outros nem tanto. Há finais memoráveis e outros passáveis, mas tudo segue uma escrita instigante que nos mantem fieis à leitura. As introduções ajudam enormemente e faz com que o interesse pelas histórias só cresçam.

As temáticas também vão ganhando contornos bem definidos que versam sobre monstruosidade, tensão, terror, questões morais, polêmicas e morte. Assuntos recorrentes em sua literatura e outros que surgem como novidade. Novidade essa que o próprio autor explica não ter escrito antes por se tratar de assuntos do qual não conhece tanto ou ter pouca vivência. Como já dito, alguns contos não são formidáveis, com finais simplistas ou não tão empolgantes, mas em contra partida há os sensacionais, que apavoram e que nos deixa pensativos por um bom tempo.

Como são 18 contos e 2 poemas, há muita coisa aqui, por isso comentei sobre o livro como um todo e o que há nele, para não precisar falar um pouco de cada um ou parecer favorecer um ou outro, mesmo evidenciando que alguns são melhores que outros (algo até óbvio quando existe tanta história), mas como amante do Batman, digo que o conto “Batman e Robin têm uma discussão” não é exatamente sobre a dupla dinâmica, mas de cara quis lê-lo. Sobre os 2 poemas posso esclarecer que também não sou amante de tal gênero (já fui há décadas atrás), mas vale como leitura que explora uma temática fora do padrão do autor.

O Bazar Dos Sonhos Ruins é uma coletânea imperdível que merece um lugar na coleção dos amantes de livros e como é minha primeira experiência contista do King, já estou ansioso para ler mais histórias curtas dele.

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Livro enviado pela editora

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