Resenha – O Corretor
por Ragner
em 24/01/14

Nota:

Corretor

John Grisham possui cadeira cativa em minha estante já existente e de futuros livros a ler. E já podemos, com muito orgulho, ressaltar que o autor também já é figura carimbada em nosso Poderoro. Mesmo sendo um autor que versa muito sobre o mundo jurídico, Grisham consegue escrever sobre vários assuntos de uma forma bem tranquila e literalmente fluente. Podemos fazer uma imersão no texto e sentir como se pudéssemos participar da história, nos envolver bem na trama.

A escrita de Grisham muitas vezes é tão interessante e cheia de atrativos, que ele consegue acrescentar assuntos e tramas aleatórias, sem fugir do ritmo já existente e incorporar mais situações que deixam a história ainda melhor e com mais intensidade.

Lembrando um pouco Jogando Por Pizza, temos a Itália como pano de fundo, mas com uma história completamente diferente. Aqui temos advogados, leis, intrigas e segredos.

O começo não garante de cara do que se trata, mas nas páginas seguintes, vamos percebendo que muito temos a descobrir e capítulo à capítulo, protagonistas e personagens secundários podem ganhar maior ou menor importância, dependendo do que verdadeiramente o autor quer nos apresentar e isso só conseguimos entender com algumas páginas lidas, o que eu gostei muito.

Joe Backman é um advogado que garantia rios de dinheiro para muita gente perigosa e corrupta, foi julgado, assumiu muita coisa, sabe de muita coisa, mas como último decreto do, então, ex-presidente dos E.U.A, conseguiu perdão, e após 6 anos preso, foi libertado, sendo deportado para Itália com outra identidade. Com vida nova e sendo forçado a se adaptar o mais rápido possível e da melhor forma possível, Backman agora se chama Marco Lazzeri  e vive como todo ex condenado ou testemunha que passa a depender do sistema de proteção, morando pouco em cada lugar, deixando uma trilha quase impossível de ser seguida e tendo que conviver com o medo constante.

Mas Grisham ainda consegue deixar o livro com mais fatores interessantes, pelo menos para quem gosta de um certo acréscimo mesmo que isso diminua o ritmo da história em algum momento. O lugar, as pessoas, o modo de vida e tudo que diz respeito à Itália é muito bem contextualizada e transformada em um atrativo a mais na leitura, na minha opinião. Personagens são acrescentados, o clima tenso de serviço secreto, bastidores da política da capital americana se junta a uma narrativa detalhada sobre a cultura italiana e o livro segue indo e vindo com essas duas temáticas.

O Corretor foi o livro que escolhi dentre os que estavam “na estante”, para poder resenhar e participar do Desafio Literário Do Tigre e já posso dizer, feliz da vida, 1º desafio finalizado

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