Resenha – O Escaravelho Do Diabo
por Ragner
em 02/12/15

Nota:

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Há décadas, quando ainda era um pré adolescente cheio de marra e aborrecido, existia uma coleção de livros que, sinceramente, acabei lendo muito pouco. Pouco mesmo. Se cheguei a ‘saborear’ dois ou três títulos, foram muitos. O Escaravelho Do Diabo era, sem dúvida, um dos mais cobiçados e aclamados na época e foi um dos vários que acabei não lendo. A Coleção Vaga Lume revolucionou a literatura na década de 80 e hoje desfruto da leitura de um dos livros que dominava meu imaginário enquanto criança.

É mais do que perceptível que a literatura infanto-juvenil possui um linguajar estruturalmente menos rebuscado, com menos páginas e com uma história bem mais direcionada ao que interessa de cara. Vi aqui muitos paralelos que se parecem com meu próprio livro – Máscara De Sangue – o que me fez perceber vários pontos que ainda preciso elaborar e pesquisar mais, além de trabalhar melhor construções de enredo, suspense e condições para deixar o leitor ansioso e grudado na narrativa. Digo isso pelo motivo de querer direcionar meus próximos livros para um público mais adulto e que gosta de degustar página a página uma história cheia de qualidades e que proporcione aquela sensação de quero mais.

Em Escaravelho Do Diabo tudo gira em torno de assassinatos que envolvem escaravelhos dados de presente para eventuais vítimas e o fato de todas serem ruivas. O que a priori parecia uma fútil coincidência, com seguidas mortes, tais ocorrências são levadas a sério e o irmão de uma das vítimas, junto com o Inspetor da polícia, tentam desvendar os casos.

Alberto perde o irmão em um crime sem grandes pistas e aparentemente sem motivo. Mais crimes acontecem com o passar dos dias, mas a curiosidade de Alberto e sua insistência em desvendar o mistério das mortes o coloca em evidência junto da polícia para impedir que mais assassinatos ocorram. Determinado em ajudar o Inspetor Pimentel e o Sub-Inspetor Silva, todos passam a acreditar que o responsável pode estar ligado a alguém que mora em uma pensão da cidade. Pensão essa em que vive Verônica, o amor de Alberto, mas o tempo vai passando e nada é resolvido, o caso então é arquivado, até um acaso levar a solução anos depois.

O livro tem momentos de ação e de calmaria. Entre um crime e outro, dias passam, a história dos personagens se desenvolve e vamos acompanhando com boas informações tudo que está acontecendo. Claro que ainda é um pouco corrido, o livro com poucas páginas envereda por uma narrativa não tão dinâmica, que até esfria em alguns momentos, que flui sem grandes reviravoltas, mas que entrega um bom mistério, como um livro certamente destinado ao seu público alvo.

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