Resenha – O zen e a arte da escrita
por Patricia
em 04/09/13

Nota:

zen

“É preciso se embriagar de escrita para que a arte não o destrua.”

Ray Bradbury é o autor do genial Fahrenheit 451 e um dos mais conceituados autores de ficção científica.

Escritor é uma profissão que sempre considerei fascinante. Mais por conhecer poucas pessoas que realmente  gostam e se dedicam tanto ao que fazem quanto um escritor tentando criar algo original no mundo. É um trabalho difícil mas que quem gosta, gosta MESMO. Nunca encontrei algo assim no mundo corporativo e acho que nunca vou encontrar. Ray Bradbury é um desses autores que amam tanto o que faz, que decidiu escrever um livro sobre escrever livros. Em O zen e a arte da escrita, o autor cria um livro metalinguístico que fala exatamente do que é escrever e a importância que a atividade tem em sua vida.

redação

O livro é um apanhado de pensamentos do autor num período de 30 anos quando ele revisitava o começo de sua carreira, avaliava seus métodos para criar histórias e personagens interessantes com um bom apelo de venda e que apresentassem seu trabalho de maneira satisfatória. Mas não é fácil para ninguém começar uma carreira como escritor. Mais ainda quando Dickens e Poe estão entre os autores que você admira.

Alguns ensaios aqui são uma verdadeira receita de bolo para quem deseja exercitar os músculos de escrever (Ragner, anote essa dica. ;)). Bradbury comenta livros e gêneros que podem ajudar o escritor a manter as idéias frescas gerando mais e mais possibilidades de histórias: “…de um pequeno eco pode surgir uma idéia. De um grande eco pode resultar uma história.” 

Enquanto descreve seu processo de criação, compreendemos que Bradbury é desses autores que criam um personagem e deixam a imaginação correr solta. Se faz sentido ou não, a gente resolve depois. Essa é uma das vantagens quando se escreve ficção científica, por exemplo. Não que seja fácil, mas há um pouco mais de liberdade de criação em histórias desse gênero. A verdade é que Bradbury podia se inspirar em qualquer coisa para criar uma história – literalmente, qualquer coisa – e ele o fazia com maestria.

Não diria que esse livro é leitura obrigatória. É um bom apanhado de pensamentos e idéias sobre como escrever e como ser um escritor. É uma leitura divertida e leve com um passeio por uma mente muito criativa . Leitura para uma tarde em que você não quer fazer nada e a televisão não colabora.

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