Resenha – Quando Ela Se Foi
por Ragner
em 30/10/12

Nota:

Algo mega interessante nos livros que tem o Myron Bolitar como protagonista, são as informações basilares que Harlan distribui neles. É possível ler cada livro em qualquer ordem sem uma necessária prévia de conhecer os outros que foram escritos anteriormente ou mesmo ligados diretamente. Em todos os livros somos apresentados aos personagens de forma bem informativa e que pode até mesmo adicionar um ingrediente. E mesmo que seja repetido algumas dessas informações básicas de personalidade, em cada livro aparece em um contexto que se faz útil.

Quem leu os livros anteriores conheceu Jéssica, mas nessa história o relacionamento de Myron com ela já tinha acabado e se passado 10 anos. Sua vida já não a tinha mais como ponto de equilíbrio. Ele está junto à outra mulher, vivendo uma outra história de amor, mas circunstancias familiares mudam o rumo desse relacionamento e quando alguém (Terese) que se fez presente logo depois do fim com Jéssica aparece e pede sua ajuda, ele fica tentado à ajudar, mas tenta se manter firme ao seu novo envolvimento, só que essa nova mulher escolhe ir embora. Nosso herói está livre então para viajar e ajudar quem um dia já mexeu com seu coração e que já lhe ajudou. Em Paris.

Somos conduzidos à uma teia de acontecimentos que cada vez mais se mostra perigosa e diferente de tudo que Myron já tinha enfrentado (ele não está mais em Nova York, convivendo com os mafiosos da cidade ou os marginais que conhece bem). Em Paris as intrigas e ameças possuem uma condição global, onde criminosos além do entendimento até mesmo de Win dão as caras e agentes especiais de outros países podem observar a dupla como inimigos em potencial. Enquanto a polícia francesa acredita que Bolitar pode ajudar, fantasmas de células terroristas tentam acabar com a vida dele e não sentem escrúpulo algum em exterminar quem estiver pelo caminho.

“Quando Ela Se Foi” tem um algo a mais do que os outros anteriores. A história dá uma atenção maior na relação familiar de Myron, o olhar que tem dos pais, a relação íntima que tem com o pai principalmente (já que em alguns momentos sente uma forte nostalgia de quando seu progenitor o salva quando ainda era criança). O livro também mostra mais sobre como ele pode ser atingido quando pessoas próximas são afetadas, seja da forma que for e também como ele reage quando a situação sai de seu controle, por mais bem preparado que esteja.

Os momentos de brincadeiras e divertimento estão bem presentes, ainda mais quando Myron e Win estão juntos (muito legal ler o quanto eles curtem o Batman, clássico no caso). Os laços de amizade entre ambos e com Esperanza também é muito bem trabalhado e elevado até à um grau emocional, deixando evidente que por mais que o trio seja forte, por mais que Win seja gigantesco no que faz, o mundo ainda é maior e eles não são indestrutíveis.

No Brasil parece que não foram traduzidos todos os livros que tem Myron Bolitar como protagonista, mas isso não atrapalha a condução dos enredos. As informações de cada livro são bem pertinentes e não são completamente lineares, pois outros ainda não foram traduzidos. Esse, por ter uma trama internacional, não necessariamente é considerado melhor, mas pode ser visto como mais bem escrito (minha opinião). As características de cada personagem e o que faz parte da construção deles é melhor trabalhada, seguindo essa minha opinião.

Eis mais um livro do mestre que nos leva a ficar noites acordados e que me fez gostar mais ainda do trio de amigos formado por Myron, Win e Esperanza, assim como Bruce Wayne, Batman e Batgirl.

Postado em: Resenhas
Tags: , ,

Nenhum comentário em “Resenha – Quando Ela Se Foi”


 

Comentar