Resenha – Quem é você, Alasca?
por Patricia
em 29/04/13

Nota:

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Depois de ler A culpa é das estrela, eu estava animada para ler mais um livro de John Green. Primeiro porque realmente gostei da escrita dele e segundo, porque ele cria personagens jovens que vão além das menininhas e menininhos chatos que se tornaram tão comuns. Ele é o tipo de autor que só escreve literatura jovem porque gosta, porque facilmente poderia escrever um romance adulto.

Quem é você, Alasca? tem uma estrutura diferente. Os primeiros capítulos são uma contagem regressiva até um acontecimento importante para a história (vamos chamar de acontecimento X). E os seguintes são uma contagem normal. Os capítulos são curtos também mas não têm muita enrolação – enrolar não parece ser o estilo de John Green.

Tudo gira em torno de Miles – um jovem que acaba de entrar em uma escola nova e tem um dos melhores hobbies que já vi: ele coleciona últimas palavras – tudo aquilo que pessoas conhecidas disseram logo antes de morrer. Ele é franzino e por isso ganha o apelido de Gordo. Ele está pronto para grandes aventuras e logo faz amigos nada convencionais.  “Eu queria ser uma dessas pessoas que tem uma sequência a manter, que chamuscam o chão com sua intensidade.”

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Ele conhece o Coronel, bolsista da escola que é uma figura amalucada mas muito inteligente (algo, de certa forma, que me lembra o próprio John Green) e Alasca – a “menina mais linda do mundo” que namora e fuma feito chaminé. Ela é meio rebelde, meio boa moça. Acho que não preciso ressaltar que Miles se encanta com ela logo de cara.

Entre aulas, sessões de bebida e livros, eles pregam peças no pessoal da escola. Peças bem elaboradas e divertidas. Até o acontecimento X, não acontece muita coisa além de um jovem que está descobrindo seus melhores amigos, sua sexualidade, seu primeiro cigarro e tudo o que pode existir no meio. O acontecimento X marca um amadurecimento forçado de todos eles.

Tudo isso para criar um livro que consegue ser, ao mesmo tempo, divertido e triste. John Green tem um certo dom para criar adolescentes que querem mais da vida do que apenas “se apaixonar” e “ser feliz para sempre” e toda essa visão Disney da vida que parece tão comum hoje em dia na literatura jovem. É por isso que gosto dos livros dele. Se já havia me encantado com A culpa é das estrelas – que, sim, é melhor e mais bem escrito do que Quem é você, Alasca? – esse livro provou que Green tem idéias originais para nos falar sobre coisas mundanas.

Crescer é traumático e, para algumas pessoas, envolve muito mais do que só se descobrir. Envolve descobrir que o mundo não é perfeito, que outras pessoas têm vidas muito mais difíceis e que sempre teremos altos e baixos. Green conta tudo isso com muita leveza mesmo quando o assunto é pesado.

Um belo livro para leitores iniciantes. Com certeza vai ajudar a despertar aquela vontade de ler mais e mais.

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5 Comentários em “Resenha – Quem é você, Alasca?”


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Amandha em 05.10.2014 às 10:06 Responder

Essa resenha não foi uma resenha

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Paty em 05.10.2014 às 18:10 Responder

Oi Amanda,
Seu comentário tem algum embasamento teórico além da sua opinião? Ou isso é apenas uma opinião qualitativa?

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Ruan em 21.07.2016 às 09:49 Responder

Discordo que A culpa é das estrelas seja melhor que Quem é você, Alasca?

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Patricia em 21.07.2016 às 09:51 Responder

São opiniões. Acho os dois livros bons, mas achei que o autor estava mais maduro em A culpa é das estrelas. 🙂

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Natália em 20.01.2019 às 11:53 Responder

Livro maravilhoso, me fez pensar muito sobre O Labirinto de sofrimento que vivemos, um livro teen, bem leve, mas com muita história e com um enredo surpreendente, fiz um resumo também sobre esse livro quem puder visitar meu blog https://alienigenabipolar.blogspot.com


 

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