Resenha – Se7e Monstros Brasileiros
por Ragner
em 05/12/16

Nota:

1

 

Lenda, Folclore, Mitos e outras histórias que fazem parte do imaginário humano sempre ganharão destaque no quesito assombrar ou deixar aquele ar de suspense no coração de qualquer ser vivente. Claro que há contos mais horripilantes e outros menos assustadores, mas tudo que gira em torno de seres monstruosos tem o fator medo envolvido. Mundo afora são contados muitos e muitos casos de criaturas em ações impressionantes que causam terror, pavor ou simples sustos. Aqui no Brasil não é diferente e temos também nossos monstros.

Se7e Monstros Brasileiros apresenta sete histórias curtas sobre algumas de nossas “aberrações”, que povoam o imaginário cultural e folclórico. Assumo que reconheci uma história (as demais nunca tinha ouvido falar), mas acredito que todas possuem sua importância e respeito de quem as conta. Claro que, a priori, tais lendas podem mesmo mexer com quem a escuta, pelo menos quem possui uma crença maior em “causos” rurais ou interiorano, ou até causar mais impacto entre adolescentes e crianças, mas tá valendo. Esses sete monstros tem sua importância.

Alguns contos são mais curtos do que outros, parecem até mesmo crônicas, mas foi legal ler sobre algumas lendas que desconhecia. Em a Sétima Filha, temos um casal que vive tranquilamente seus dias. O marido – Horácio – é um cético advogado e a esposa – Maria Dôra – uma dedicada dona do lar, que possui uma crença enorme nas lendas de família. Alguns fatos passados são declarados não mais válidos no presente e Maria Dôra, que é a sétima filha, precisa aceitar que seu batismo, realizado pelo irmão mais velho, não teve a benção que deveria. Todo sétimo filho deveria ser batizado pelo primogênito, se não viraria lobisomem. A sina de Maria não poderia ser outra.

Os demais monstros digo que foram totais surpresas. O cadáver que brada enlouquecidamente durante a noite em o “Bradador”, a construção do mito do “Papa-Figo” (chamado, também, como homem do saco – assim conheço), a fome insaciável e mortal da “Porca De Soledade”, “Os Mortos-Vips” com seus zumbis em seus trajes sociais, uma “Expedição Montserrat” que versa sobre o ataque de uma fera (no Centro-Oeste brasileiro) e a junção de dois seres folclóricos (Iara – essa conheço – e Capelobo) em “Uma Gota De Sangue”.

Tudo aqui é trabalhado em pequenas histórias ou mesmo contos, que o autor nos apresenta se utilizando de certa licença poética que não deixa o livro parecer como qualquer outro do gênero. O autor também deixa claro em uma apresentação inicial e um posfácio suas motivações e influências, o que ajuda bastante a entender mais nossas raízes folclóricas e como o livro foi idealizado.

Se7e Monstros Brasileiros não é exatamente algo indispensável para se conhecer mais de nossa mitologia de criaturas monstruosas, mas vale a leitura. Como disse antes, não conhecia vários seres lendários e isso é legal de se saber sobre nossa cultura.

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