Resenha – Star Trek – Portal Do Tempo
por Ragner
em 15/05/17

Nota:

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Assim como no universo de Star Wars (Primeira e Segunda trilogia, o Despertar Da Força e Rogue  One já resenhados) podemos afirmar que Star Trek possui uma legião de fãs que extrapolam o convencional. Sou apaixonado pelos dois clássicos da ficção científica e além de assistir aos filmes e séries, tenho enveredado pelo meio literário também. Dois livros que abordam o cenário de Star Wars já resenhei aqui e aqui e hoje venho com meu primeiro livro de Star Trek (um quadrinho já passou por aqui).

Em Portal Do Tempo acompanhamos uma história que segue a cronologia da série clássica, já que algumas informações ocorridas na telinha aparecem citadas em notas de roda pé. Em Star Trek a viagem temporal é algo viável, mas não recomendada. Já aconteceu em filmes, na própria série, e como está óbvio no sub título, nesse livro também. Aqui os personagens que tanto gostamos parecem sair diretamente da série clássica. Me senti assistindo um episódio onde Kirk e sua trupe viajavam pela galáxia e entre uma missão de reconhecimento e outra, acabam enfrentando uma raça disposta a guerrear. O enredo aqui muito bem desenvolvido por A. C. Crispin, apresenta uma narrativa que nos faz embarcar em uma viagem com questões temporais e batalhas espaciais. Um prato cheio para quem sempre gostou desse universo.

A história aqui começa quando Spock e McCoy descobrem, através de uma foto, que o vulcano tem um filho, perdido há 5 mil anos em um Planeta – Sarpeidon – já extinto. Seu filho é resultado de seu envolvimento com uma nativa – Zarabeth – durante uma missão de alerta para o povo de que sua estrela se transformaria em uma nova. O fato acaba deixando o primeiro oficial e o médico da Enterprise incomodados com tal revelação, para a percepção do capitão Kirk, que depois de descobrir o que estava acontecendo, chega a um acordo com os outros dois para resgatar o filho de Spock.

Defendo que é preciso um conhecimento anterior sobre as características morais e pessoais de cada personagem, pois fica até um tanto quanto estranho alguém querer viajar no tempo para salvar uma pessoa que já não existe há milhares de anos e como isso poderia afetar a condição presente de tudo que acontece. Sem esquecer também de como esses três costumam conviver e agir quando estão juntos. É um trio quase que inseparável em certas ocasiões e com uma amizade recheada de discussões cheias de significados existencialistas. Kirk, Spock e McCoy combinam fantasticamente reações causadas pela emoção, razão e ação.

Depois de utilizarem o Guardião da Eternidade (um portal do tempo existente para casos ultra restritos) e resgatar Zar (filho de Spock), pai e filho iniciam uma aproximação cheia de precedentes vulcanos (os vulcanos são especialistas em não demonstrarem sentimentos e analisarem as circunstâncias recorrendo à razão), mas como Zar na verdade é apenas metade vulcano, o relacionamento entre os dois passa por momentos de aprendizado e condições que fazem Spock considerar sua postura ultra racional. E enquanto a missão da Enterprise se mantêm perto ao planeta onde o portal do tempo se encontra, uma ameaça Romulana se aproxima. No planeta, um grupo de arqueólogos é atacado e no espaço, naves inimigas em número maior estão bem perto. Kirk, Spock e Zar descem para o solo, enquanto a Enterprise se prepara para a batalha.

O trio no solo precisa proteger o Guardião da Eternidade e a Enterprise precisa ganhar tempo enquanto outras naves da Federação não chegam para ajudar. As páginas em que o enfrentamento no planeta e no espaço ocorrem, também ganham contorno de ação parecidos com o que acontece na série e isso deixa o livro ainda mais agradável para os fãs.

Como fã inveterado do que tanto telinha quanto telona lançam sobre Star Trek, me interessa conhecer mais o que o universo literário pode produzir. A Aleph tem feito um trabalho excelente para o lançamento e relançamento de obras de ficção científica e me sinto incentivado enormemente em ler mais de seus livros que seguem por esse gênero.

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