Revisitando – O clube dos suicidas
por Ragner
em 31/10/18

Nota:

 

Literatura de horror ou suspense é algo que tenho me interessado bastante e os livros do Brasileiro Raphael Montes ajudaram muito a enveredar por essa seara e claro, por questões óbvias, os livros do mestre Stephen King. Prova disso é que enquanto não leio os demais livros desses dois autores, passeio por clássicos de Edgar Allan Poe ou mesmo de Robert Louis Stevenson. Hoje trago um revisitando do Stevenson: O clube dos suicidas, que nossa camarada Patrícia já resenhou aqui.

Nesse pequeno livro são apresentados 3 contos, aparentemente independentes, que possuem personagens que transitam entre elas. As narrativas seguem por enredos diferentes, com consequências específicas, mas o Clube dos suicidas está envolvido em todas elas. Stevenson escreve cada história com causas e efeitos  bem definidos e percorre de maneira talentosa entre momentos mais ou menos pesados, já que a morte e o suicídio são elementos fundamentais aqui.

Já no começo somos apresentados ao príncipe Florizel e seu fiel confidente e amigo, o coronel Geraldine (ambos são os personagens com efetiva participação nos 3 contos). Após perambular pela cidade, disfarçados, onde se metiam, corajosamente, em diversas aventuras nada convencionais, os dois esbarraram com um vendedor de tortinhas de limão que apresentou a eles uma estranha e mórbida sociedade: o clube dos suicidas.

No clube, o príncipe e o coronel se deparam com um jogo, interessante de início, mas que se revela macabro pois ao final pessoas são assassinadas. Homens se encontravam e pagavam para fazer parte de um grupo, onde todos bebiam e conversavam, mas que em um determinado momento (durante um jogo de baralho) duas cartas definiam quem morria e quem executaria a morte. Se antes da distribuição das cartas os cavaleiros sentiam qualquer excitação ou vibração pela desconhecido, ao descobrir o fatídico futuro, o sentimento mudava completamente.

Na segunda história conhecemos um homem que se vê envolvido, sem o próprio entendimento, em um caso de assassinato, que trás de volta a presença do príncipe e do coronel e também do clube. Já na terceira, mais um caso onde a dupla aparece e aqui chegamos à convergência de tudo de aconteceu até então.

Robert Luois Stevenson é autor de alguns clássicos e pelo que podemos ver com três de seus livros já resenhados em nosso Poderoso, sua escrita não envereda por longas narrativas e suas histórias podem ser lidas de uma “sentada”, com uma deliciosa taça de vinho ou uma quente caneca de café. Segue a dica.

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