Netflix com o Poderoso – Céu vermelho-sangue
por Ragner
em 24/08/21

Nota:

Filmes de terror/suspense ganharam muito espaço com filmes como Invocação do mal e seus derivados (Anabelle, A freira e A maldição da chorona, que preciso assistir a todos), isso na época atual, mas já passamos por períodos que filmes de outros monstros imperavam e a onda vampírica já teve seu império (se podemos dizer assim). Anjos da noite (com sua saga), 30 dias de noite, Deixe ela entrar, Drácula de Bram Stoker, Entrevista com vampiro e Drácula são alguns dos exemplos entre os vários que existem e após muitos anos no vácuo, é lançado pela (gigante) Netflix Céu vermelho – Sangue. Um filme que orquestra uma trama que mistura sequestro de avião, com atentado terrorista, mais uma pitada inusitada parecida com Um drink no inferno e aqui temos a vampira.

Em Anjos da noite e Deixe ela entrar temos uma protagonista e isso não é deveras comum entre filmes de vampiro já que, em sua grande maioria, esses personagens são protagonizados por homens sedentos de poder, charme, horror e, claro, sangue, mas esses dois filmes marcaram um bocado pela protagonização feminina. Deixe ela entrar ainda conseguiu ir além e apresentou um “monstro” diferente, pois mesmo que a criatura que sacia sua fome através do sangue e violência estivesse em ação, um ser com certo controle emocional e com motivação de proteção imperava perante o horror. E em Céu vermelho-sangue temos Nadja, uma mãe que luta para proteger seu filho mesmo quando precisa escancarar sua verdadeira condição de “criatura das trevas”.

Nadja e Elias (o filho) vivem na Alemanha e estão de viagem para Nova York. Lá ela se encontrará com um médico para poder se tratar de uma “doença” que a acomete desde a morte do esposo. Desde o início do filme fica no ar se ela sofre de leucemia ou outra doença sanguínea e até ela embarcar seus remédios são vistoriados como tal. O avião parte e não demora muito para um grupo tomar o controle da aeronave e um sequestro ser declarado. Elias acredita que pode encontrar um lugar no avião onde a mãe poderia se esconder (sim, ele sabe sobre a segredo dela e acha que pode salvá-la), Nadja tenta mantê-lo quieto e por um momento de distração ele corre, ela vai atrás, mas um dos sequestradores a alcança e a alveja alguns tiros no peito. Para todos no avião ela jaz morta no chão.

“Para proteger seu filho ela terá que revelar um segredo sombrio.”

Nadja acorda e sua sede de sangue começa a consumi-la, mas seu senso de proteção consegue gritar mais alto e tudo que ela faz durante o filme é tentar proteger seu filho, mesmo que para isso precise mostrar para todos sua verdadeira natureza e expor sua vulnerabilidade, tudo isso lutando contra à fome que tenta corrompê-la e consumi-la. O filme alterna momentos de tensão e ação bem engendrados. Há sim até altos e baixos, situações que poderiam passar mais rápido, cenas que se alongam e mesmo assim consegue ser um ótimo filme.

Sinceramente, como estava com saudade de um bom filme de vampiros. Sou um amante do gênero e, certamente, me sentia órfão. Céu vermelho-sangue foi uma grata surpresa. Li críticas boas e ruins, no geral positivas e contribuo para as favoráveis. Assim como 30 dias de noite e Deixe ela entrar, Céu Vermelho-Sangue inspira novidade nessa seara (Drácula de Bram Stoker e Entrevista com o vampiro são clássicos e não entram aqui) e alimenta minha paixão pelo gênero (mesmo que esse da Netflix não seja tão fodão quanto os outros, mas está bem acima da média). Para quem queria novidade em filme assim, fica a dica.

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