Netflix com o Poderoso – Enola Holmes
por Ragner
em 28/10/20

Nota:

Sou um fã apaixonado pelas histórias de Sir Arthur Conan Doyle como o maior detetive do mundo (e não é o Batman). Sherlock Holmes é um dos meus personagens favoritos seja na literatura e demais meios de arte. Li as principais obras – Um estudo em vermelho, O signo dos quatro, O Cão dos Baskervilles e Vale do terror – e alguns outros contos. Nunca descobri os responsáveis pelas atrocidades cometidas nos livros, mas sempre valeu a pena acompanhar as desventuras do morador da 221B Baker Street e seu fiel companheiro Dr. John H. Watson.

Porém, essa resenha é sobre uma das mais novas produções da Netflix: Enola Holmes, irmã dos irmãos Holmes (Mycroft Holmes existe na literatura, Enola, não). O filme é exatamente uma ficção da ficção. E isso é maravilhoso. No seriado Sherlock, com Benedict Cumberbatch como protagonista, os irmãos Holmes também tem uma irmã – Eurus Holmes – gênio do mal e nessa produção, aparece uma gênio do bem. Me sumiu agora se no seriado ela é irmã mais velha, mas no filme, Enola é a caçula, interpretada pela Eleven de Stranger Things – Millie Bobby Brown e pelo rumo que a história toma, outras produções com a personagem não seriam surpresa.

O filme é uma delícia de assistir e, sinceramente, adoraria mais outros com ela. Enola é criação da autora Nancy Springer, que já escreveu 6 livros com a jovem Holmes. O filme é adaptação do 1º livro, de 2006.

O enredo é o seguinte: após o desaparecimento da mãe, Enola passa a ser responsabilidade dos irmãos e Mycroft, deveras prático e sem o menor interesse de criar laços, deseja mandar a irmã para um colégio interno (Enola tem 16 anos e sendo menor de idade, precisa ser tutelada pelos irmãos). Sherlock não se impõe, mas se identifica com ela e durante diversas situações no filme, ele a ajuda direta ou indiretamente.

Enola acredita que a mãe sumiu por algum motivo e vai fazer o possível para encontra-la, mas durante sua empreitada, ela tromba com um jovem marquês que corre perigo de vida por ser quem é. Com seu senso de justiça e certa motivação sentimental, ela decide ajudar o rapaz, para depois concretizar sua missão. Sim, clichê, mas a química e os momentos entre os dois jovens ganham contornos bem dinâmicos e deveras interessantes durante o filme, sem uma total previsibilidade no final.

Outra coisa maravilhosa no filme é a quebra da 4ª parede (onde o personagem conversa com o público e aqui Enola faz demais, muito mesmo). O que também é muito bom é o próprio Sherlock ser interpretado por Henry Cavill (o homem está imparável, Superman, Gerald e agora Sherlock). O elenco é excelente, o filme, repito, é uma delícia e tá na Netflix. Não perca tempo e vá assistir. Super vale a pena.

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