Netflix com o Poderoso – Kate
por Ragner
em 21/09/21

Nota:

Quando Atômica (Charlize Theron) estreou em 2017, seguindo a esteira antecedida por John Wick (com Keanu Reeves de 2014) e o Protetor (com Denzel Washington de 2014), muitos outros filmes de ação com protagonistas que são especialistas em diversos estilos de luta, capazes de enfrentar exércitos com os próprios punhos e com uma boa gama de armamento começaram a pipocar. Para quem curte essa seara, tais filmes são um prato cheio de satisfação e prazer. E a Netflix sacou bem esse nicho e tem lançado bons filmes nessa pegada (O Resgate de 2020 também é outro exemplo) e agora chegou a vez de Kate (com Mary Elizabeth Winstead). Assim como Atômica, temos uma mulher descendo o cacete sem dó e digo com satisfação que é formidável assistir ligadão em frente a tv.

Kate é uma assassina de aluguel, treinada desde criança para ser fria e prática. Já no início do filme acompanhamos o quanto ela é eficiente e rigorosa em seu trabalho, mas um em específico a deixa questionar a conclusão, pois uma criança aparece e isso mexe com ela. Tudo muito rápido, não há tempo para questionar e o próximo passo tem que ser dado. Essa é a vida da protagonista, passar de contrato para contrato e seguir a vida. Mas esse último, com uma adolescente envolvida não condiz no protocolo (nada de criança) e o próprio passado passa a atormentá-la, já que ela mesmo viu os pais serem mortos bem na sua frente.

10 meses se passam e Kate ainda está em sua missão para caçar velhos chefões da Yakusa, mas ela já pensa em aposentar. Conviver com seus fantasmas e superar o trauma de impor a uma criança vivenciar o assassinato do pai, ainda a perturba. Numa noite, com a guarda baixa, ela é envenenada sem perceber. No dia seguinte, não consegue executar um serviço, descobre que está a beira da morte, vai atrás de quem a envenenou e se depara com um plano que pretende eliminá-la. Isso envolvendo as pessoas que ela deveria matar. Mas Kate é deveras badass, então ela se antecipa e vai atrás dos responsáveis pelo seu envenenamento e qual sua surpresa quando se depara com a adolescente que meses atrás esteve do outro lado de sua mira.

E aqui o filme entra em outra fluência, com mais ação, mais correria, mais cores (luzes e neon) e uma Kate insana, que não para de sangrar e com uma determinação sem limite físico ou mental. Isso deixa filmes assim muito mais interessantes e quero deixar muito claro que essa pegada é sensacional. Um fato que podemos constar bem depois dos filmes com Daniel Craig como 007 iniciado em Cassino Royale. É o personagem que machuca, é ferido, é alvejado, sangra horrores e, ainda cambaleando, insiste em enfrentar os inimigos no braço.

John Wick fez escola e pode mandar mais filmes assim que estamos prontos para assistir felizão da vida.

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