Netflix com o Poderoso – O gambito da rainha
por Ragner
em 18/11/20

Nota:

Assisti a essa minissérie maravilhosa por indicação da nossa companheira Juliana e que grata surpresa e satisfação ter feito isso. Logo depois de assistir Emilly em Paris, gostaria de ver algo para poder dar uma relaxada na cabeça, mais uma vez, e mesmo não seguindo a mesma seara doce e colorida como a série parisiense, O gambito da rainha me fez ter altos insights, boas recordações e suspirar (que olhos tem essa senhorita Anya Taylor-Joy).

Quando falo sobre boas recordações é pelo simples fato de saber jogar xadrez, colecionar tabuleiros, peças e dar aquela vontade de voltar a colocar isso no meu cotidiano. Xadrez é muito bom para nosso processo cognitivo e, como muitos dizem, o boxe (que é a luta que pratico) é como um jogo de xadrez. Tudo bem esclarecido, vamos ao que interessa.

Beth Harmon é uma criança que perde a mãe em um acidente de carro (não se fala muito do pai, mesmo quando ele aparece em um flashback) e vai para um orfanato. Lá ela já se mostra diferente das demais crianças e, sinceramente acredito, é direcionada a se encontrar com o que influenciaria o seu futuro (a série não trabalha nem uma possível condição autista ou de superdotação da protagonista, mas deixa claro que ela está acima da genialidade enquanto joga xadrez).

Um certo dia uma professora pede para que ela vá até o porão do orfanato limpar os apagadores do quadro negro e lá se depara com o zelador jogando xadrez sozinho. Ele a ensina a jogar (com certa parcimônia) e tudo segue daí. Beth se torna obsessiva pelo jogo, passa a ganhar de todos, é adotada por um casal. E é nesse entorno a história vai se desenvolvendo e ganha contornos cada vez mais geniais, viciantes, familiares, amorosos; de perdas e ganhos. Tudo muito bem equilibrado e sem enrolação. A série tem uma narrativa que não se arrasta, é direta, sem histórias paralelas ou periféricas. Tudo envolve Beth e como ela convive com suas paixões, vícios e o xadrez.

O gambito da rainha é uma adaptação do livro homônimo de Walter Trevis e anos atrás quase foi levado aos cinemas por Heath Ledger, mas só agora a Netflix lançou em uma minissérie. Para quem gosta de xadrez, se interessa por aprender mais sobre esse jogo fascinante ou apenas curte uma história bem contada, ainda mais com uma protagonista poderosa, fica a dica.

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