Netflix com o Poderoso – O legado de Júpiter
por Ragner
em 02/06/21

Nota:

Netflix já, há um bom tempo, envereda por produções que cativam certos nichos e alegram diversos grupos. Grandes ou pequenas produções direcionadas para consumidores de livros, quadrinhos e afins já foram fisgados pela rede de streaming que não para de crescer. Nossa boa e velha rede de streaming, que outrora era somente uma distribuidora/locadora de filmes, hoje é uma baita produtora, criadora e gigante no ramo de entretenimento. É quase unanimidade no setor.

O legado de Júpiter faz parte da seara de adaptações que a gigante arrebatou. Lançado em 2013 como uma Graphic Novel (que eu, amante de quadrinhos, desconhecia) pelo escritor Mark Millar e o desenhista Frank Quitely apresenta um novo pensamento sobre interação, organização e necessidade de super seres no planeta. A União da justiça, como é denominada a classe de heróis, é criada para trazer a paz e justiça ao mundo, com regras rígidas e um código indestrutível, fazendo com que os super-heróis não possam interferir na vida de ninguém, a não ser combater o mal e derrotar a vilania. Mas o tempo está em constante movimento e o que foi vivido durante o surgimento dos poderes de cada herói, já na era atual muito pode e precisa ser discutido. As gerações pensam e agem diferente, pais e filhos tem seus conflitos de ideias e ideais . Já os vilões, por sua vez, não roubam apenas, eles são mais cruéis e terroristas.

Mark Millar chegou a dizer que O legado de Júpiter era a história de heróis definitiva, com traços mais realísticos caso existissem super seres de verdade, com contornos mais bem definidos de como a vivência e intenções dos heróis conduziriam suas vidas. Então temos Sheldon Sampson (Josh Duhamel), o Utópico, líder da União e o mais poderoso entre eles, Grace Kennedy (Leslie Bibb), Lady Liberdade, esposa de Sheldon, Walter Sampson (Ben Daniels), Brainwave, irmão de Sheldon e George Hutchence (Matt Lanter), Skyfox, o melhor amigo de Sheldon. Esses compõem a primeira geração de heróis (há mais dois integrantes que apareceram pouco nessa temporada), geração essa que foi criada durante a crise no início dos anos 30, quando o pai de Sheldon se suicidou e esse teve visões de uma ilha misteriosa. Já nos dias atuais temos a segunda geração, com os filhos Brandon Sampson (Andrew Horton), Paradigma, e Chloe Sampson (Elena Kampouris) e mais outros jovens.

Não li os quadrinhos, mas pesquisei um pouco sobre o mesmo e é percebido que a adaptação modifica diversos pontos, o que já é bem comum no meio. Já estou curioso para a 2° temporada, pois mudanças foram feitas e quero saber como conduzirão tudo.

A 1° temporada serve muito para apresentação dos personagens, trabalhar alguns conflitos de gerações e discutir muito sobre a presença, necessidade, influencia e condição de super seres entre nós. É óbvio a comparação com outra série – The Boys – e o papel de super-heróis no meio da humanidade, cheia de defeitos, ideologias, crenças e questões éticas. E pelo que li, pode deveras ser só o ponta pé para o que assistiremos na 2° temporada, que deve ter maior profundidade e mais semelhanças com a Graphic Novel. Aguardemos!

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