Netflix com o Poderoso – Santa Clarita Diet
por Patricia
em 22/02/17

Nota:

Mais um mês, mais uma série original lançada pela Netflix.

Santa Clarita Diet nos apresenta o subúrbio Santa Clarita. Um típico bairro norte-americano: pais jovens e bonitos, filhos esforçados e quase geniais, dinheiro, luxo e felicidade. Só que a vida de Sheila e Joel Hammond dá uma guinada inesperada quando Sheila passa mal e morre. Só que ela….renasce. Aos poucos entendemos que Sheila Hammond agora é uma zumbi. E é justamente essa justaposição maluca que conduz a série.

Juntos há 25 anos, Sheila e Joel trabalham como corretores de imóveis e fazem tudo juntos. Eles têm uma filha de 16 anos e vizinhos não necessariamente simpáticos.

O mote de uma mãe suburbana zumbi serve para quebrar diversos paradigmas dessa vida ideal: o pai fuma maconha quando quer (e às vezes junto com seu vizinho policial) além de ser um homem bem dependente da esposa – isso fica claro quando ela, ao se tornar zumbi, se torna também fisicamente mais forte que ele – tirando a única coisa que restava a este representante do “sexo forte”. Joel, porém, não parece se abalar com esse papel – ele decide que neste casamento, ele terá que ser o suporte da família. Neste cenário, isso significa encontrar pessoas que a esposa possa comer – literalmente – e ajudá-la a atravessar essa crise.

A série tem pontos altos de comédia – como o capítulo com a Dra. Wolf (Portia de Rossi) – mas acaba sendo mesmo uma série no estilo “sessão da tarde” com mais palavrões (sim, a Netflix nunca se censura nesse aspecto). Ao se tornar um zumbi, Sheila tem menos papas na língua e escancara o que realmente pensa do subúrbio e das pessoas – esses também são momentos divertidos.

Nesta primeira temporada vemos a transformação de Sheila e a adaptação da família à nova realidade além da busca incessante de Joel para descobrir o que de fato aconteceu com sua esposa e como ela poderia ser curada.

As atuações são razoáveis. Pessoalmente, sempre achei Drew Barrymore uma atriz mais ou menos e aqui ela segue esse padrão mediano – ora muito bem, ora fraquinha. Timothy Oliphant também. Para mim, um dos pontos altos da série é Liv Hewson, australiana que interpreta a filha do casal. Hewson consegue trazer muita personalidade para uma adolescente que poderia, facilmente, se transformar na personagem mais chata da série. Ao descobrir que sua mãe é uma zumbi, Abby tenta ajudar sua família enquanto lida com seus próprios problemas adolescentes rendendo boas cenas recheadas de humor negro e sarcasmo.

Divertida, mas nada de extraordinário. É a versão soft-porn de zumbis: zumbis para quem não gosta de zumbis assustadores.

Postado em: Netflix, Semana de Cinema
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