Resenha De Quadrinhos – Batman: A noite das Corujas (Parte 2)
por Thiago
em 06/10/15

Nota:

a noite das corujas capa

Cuidado ao ler este texto, pode conter um spoiler ou outro. Gosto de avisar pois em uma resenha sobre a parte dois de uma saga, alguma coisa ou outra sobre a parte um pode acabar escapando.

Batman – A noite das corujas  é a continuação de Batman- A corte das corujas, que já resenhei aqui. O primeiro encadernado da Panini é muito bom, algo que me surpreendeu nessa leva dos Novos 52 da DC.

A corte das corujas termina anunciando um grande evento, que chega no encadernado seguinte, mas todo alarde não correspondeu a expectativa que a primeira parte da história criou.

Na primeira história há toda uma trama investigativa onde o Batman descobre a tal Corte das Corujas, um grupo secreto, tipo um culto, que tem influência direta no curso de Gotham. Infiltrados na cidade por muito tempo e detentores de capangas bem treinados para manter as coisas como eles querem, os tais Garras.

O fim da  Corte das Corujas é muito bem elaborado, um Batman em uma situação de grande risco, um terror pscicológico bem arquitetado pelo Scott Snyder e que leva facilmente o leitor ao ponto seguinte,  “A noite das corujas”, o grande ato por assim dizer.

Não sei se o problema foi minha expectativa mas os arcos paralelos, como o que mostra Jarvis Pennyworth, pai do Alfred (se você não sabe é o MORDOMO) em um “desabafo” me agradaram muito mais do que a história em si.

A história principal tem boas cenas e sequências, como o Batman em uma armadura gigante, mas acaba por deixar pontas soltas demais, utilizar de forma meio boba personagens interessantes como Mr. Freeze, arrumar um suposto irmão do Batman que no fim só queria um abraço (sim, abracem mais as pessoas e poupem o mundo de grandes vilões).

robocop-batman

Além disso a própria corte das corujas, que tinha tudo para ser uma organização realmente forte e poderosa, como uma grande seita que faria Gotham não ser do morcegão, mas sim dela, desde sempre, acabou perdendo as forças. Como se Snyder tivesse se dado conta de que fez algo grandioso demais e que mudava muita coisa do universo Batman, não apenas do persoangem principal, mas de todos da “Bat- família” e do cenário e cultura onde Bruce Wayne cresceu e onde fez o morcegão ser o que é.

Se Snyder tivesse levado suas ideias ambiciosas a cabo a história seria fantástica, mas seria massacrado pelos leitores, mais do que já foi. Trabalhar com ícones como Batman ou Super Homen é algo sempre complicado por isso. Dar nova roupagem, deixar mais tecnológico, com mais ação e até mais realidade nas porradas é bem legal e ouso dizer que uma grande contribuição do Scott Snyder pro universo Batman.

Resumindo a noite das corujas deixa muito a desejar, enquanto sua antecessora (A Corte) nos traz expectativas a noite as abaixa pouco a pouco. Ainda sim vale ler, algumas cenas e propostas, como histórias paralelas são bem bacanas, mas ao todo dou dois cafés ralos.

Obs: entendi que tenho grande dificuldade para resenhar algo que não gostei, ainda mais uma revista do Batman…

 

scott

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