Terça De Quadrinhos – O Curioso Caso De Benjamin Button
por Ragner
em 18/12/12

Nota:

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Tenho lido muita HQ adaptada de livros e mesmo de filmes. Quando vi tal quadrinho, demorei um pouco para lê-lo, pensei em assistir ao filme antes (que ainda não assisti), mas acabei resolvendo dar preferência à ação de folhear as páginas desenhadas. Digo que gostei muito de fazer isso, ainda mais depois de ler o posfácio, que esclarece um pouco sobre como a história nasceu e qual era a intenção de Fitzgerald. O que vale muito a pena, pois estava em dúvidas quanto a origem do conto e se era apenas um conto.

O Quadrinho, sem delongas, comenta o fato de que os nascimentos não mais, depois dos “idos de 1860”, aconteciam em casa e que “o primeiro choro dos infantes” deveria ocorrer em um hospital. Foi o que o Sr e Sra Button decidiram para seu primeiro filho. O autor faz uma pequena apresentação da família e logo em seguida nos remete à uma fantástica história. Quando Roger Button chega ao hospital, se encontra com o médico já de saída, revoltado com a presente situação que pode colocar fim a sua reputação. Sem entender o que sucede, Roger procura pelo filho e dá de cara com um Sr. de 70 anos.

A tão fantástica história vai enredando através do desenrolar do cotidiano antagônico do protagonista. Benjamin Button nasce velho e com o passar dos anos, vai rejuvelhecendo. Teu nascimento foi visto com maus olhos pelo pai, que tentou conviver com aquela situação da melhor forma possível. Com o tempo, e com Ben ficando mais novo, as coisas foram ficando menos difícil. Ambos começaram a parecer irmãos, conseguiam trabalhar juntos e saiam juntos, até Ben encontrar o amor da sua vida, uma moça bem mais jovem com quem casou e teve um filho.

Enquanto os anos vão ganhando terreno, o mundo vai envelhecendo e Ben muda ao contrário. Suas prioridades tomam novos rumos, sua paixão pela esposa vai perdendo interesse, novos hobbies aparecem. Mas nem tudo parece ser favorável à ele. Os anos retrocedendo também trazem mazelas. Quando ele acredita ter alcançado o auge da forma física e psicológica, nada se mantêm e com os anos, a juventude vai se mostrando ruim também. O corpo não é mais forte como era outrora, seu tamanho vai diminuindo e até a mudança de lugar com o filho vai acontecendo. Fazendo com que as gerações mudem de lógica e o dever de pai vai se perdendo para a ingratidão do filho (percepção minha).

A HQ possui partes cômicas e momentos tristes também, pois vai ilustrando um senso de intolerância pelo diferente e uma insuportável condição de exigir algo que não pode ser controlado. O que deixa a história mais verossímil com as ações do sujeito humano, seja a realidade ou ficção que possa existir.

As ilustrações são agradáveis e condiz com a característica de toda a trama. Os desenhos não somente são sóbrios, como também aparentam seguir as intenções de uma época. Os traços compartilham da sutiliza do que está escrito, pois conseguem conduzir de forma bem interessante e clara, a história que segue cada linha.

Vale muito a pena ler. Ainda que não parece seguir pelo mesmo caminho do filme, os quadrinhos abordam a essência do conto que nasceu da seguinte frase de Mark Twain “é uma pena a vida começar na melhor parte e terminar na pior.” (a frase segue essa ideia).

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