Resenha de Quadrinho – Araknis
por Ragner
em 03/05/16

Nota:

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Em meados dos anos 90 comecei a comprar e a ler Spawn. Me mantive fiel aos quadrinhos até o número 10…vergonha, eu sei. O anti-herói merecia muito mais. Mas na mesma época comecei a acompanhar também uma aposta nova e uma tentativa (pelo meu visto frustrada) de se ter uma alternativa aos quadrinhos do Homem Aranha.  Araknis sonhou alto, tinha algumas coisas interessantes, foi um jogo arriscado, e pelo que presenciei, não atingiu seu objetivo. Pelo menos não aqui no Brasil. Desconheço se nos E.U.A. foi mais longe.

Os desenhos tinham traços que variavam bastante de qualidade. Muitas vezes parecia que o desenhista caprichava e em algumas outras que corria contra o tempo. Mas na época de Todd Mcfarlane em alta, do sempre fantástico Jim Lee e de Marc Silvestri, ser quadrinista devia mesmo ser um trabalho complicado e de bastante pressão. Talvez tanto a arte quanto a argumentação pecassem um pouco, mas mesmo assim valeu a pena. Lançar um trabalho que despertasse a curiosidade do público leitor já merecia um pouco de respeito e li o que acredito ser o início dessa empreitada.

Araknis é idealizado por dois irmãos: Michael e Mario Ortiz. Arte e história são criações deles. Araknis é diferente de Spawn pelo fato de aqui o anti-herói ser uma cria de uma força de outra dimensão e não do Inferno. Quando um físico especializado em tecnologia dimensional temporal abre um portal entre mundos, um mal terrível é liberado e a Terra é tomada por perigos que pode sentenciar a vida das pessoas ao “inferno”. O Doutor Jonathan Blackwell, responsável pelo portal, se vê a beira da morte quando percebe uma voz atrás dele, uma criatura aterrorizante, uma aranha gigante e inteligente, que lhe ofereceu uma salvação, uma nova vida e uma chance de vingança, surgindo então Araknis. O Doutor era o único capaz de salvar o mundo e sua amada Serena.

A argumentação sofre com alguns erros de continuidade e enredo. Somos apresentados à história com flashbacks que mostram pouco e sem grandes informações. São 4 volumes e os 4 quadrinhos e mas mesmo com estes retornos temporais na história ainda senti falta de dados que mostrassem mais sobre o passado e a história dos protagonistas. Talvez a intenção dos autores fossem continuar com Araknis e ir apresentando mais e mais, porém não creio que tenham conseguido muita coisa. Ficamos conhecendo pouco também sobre os monstros demoníacos da outra dimensão chamados de “espectros furiosos”, como e porque Serena foi raptada e transformada em uma escrava do mal e as motivações dominadoras de Cryptus – o todo poderoso do lado de lá – (tudo é mesmo jogado sem grandes explicações). Mas gostei da HQ na época em que li (1996), foi uma aposta que poderia ter sido bem melhor trabalhada, mas que não foi adiante.

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