Resenha de Quadrinho – Capitã Marvel (vol. 1)
por Patricia
em 08/11/16

Nota:

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No primeiro volume do novo arco de Capitã Marvel vemos que Miss Marvel ganhou uma reforma: dos cabelos longos sobrou pouco e do uniforme curtíssimo, muita coisa mudou. No começo da história vemos o Capitão América tentando convencê-la a assumir a alcunha de Capitã Marvel. Ela parece receosa de assumir esse “cargo”.

Confesso que é até complicado de explicar o enredo da HQ, mas vou tentar. Primeiro aprendemos que Carol Danvers é altamente competitiva – ela queria poder bater o recorde de sua heroína – a piloto Hellen Cobb que mantém 15 recordes de voô. Em determinado momento, ela recebe a inesperada notícia de que Helen deixou para ela o seu velho avião T6. Ao pilota-lo, Danvers acaba caindo em uma fissura de tempo e espaço e retorna a 1943.

Ali, ela encontra um grupo de guerreiras – as Banshi – que luta contra o exército japonês onde suspostamente é o Peru (está fazendo bastante sentido para vocês também, imagino). Carol se junta às guerreiras para combater as forças japonesas até que elas são atacadas por uma nave alienígena (espero que vocês estejam acordados para acompanhar este texto). Depois de derrubar a nave, Carol reconhece alguns traços: a nave é muito similar àquela que a transformou em uma super heróina (detalhe: ela teve uma situação meio Bruce Banner – seus genes foram impregnados com uma fusão de espectros alienígenas da raça Kree em uma explosão e, com isso, ela passou a ter super-poderes).

Mas não é apenas isso que ela encontra. Ao voltar no tempo, ela também encontrará sua heroína Helen Cobb e cairá em uma armadilha criada por Cobb para se tornar, ela mesma, a Capitã Marvel. (Sério mesmo. De verdade. Sem zueira).

Não sei se a cabeça de vocês deu voltas o suficiente, mas a minha sim. Claro que não podemos esperar um romance contemporâneo quando falamos de quadrinhos, mas ao ler essa nova edição de Capitã Marvel fiquei com a sensação de que tentaram colocar tudo em uma única história. E mais, há momentos em que fica clara a tentativa de usar o empoderamente feminino como mantra: “ela é forte, ela é foda, ela é incrível” – mas ao invés de sair como algo natural para uma personagem como esta (o que, aliás, DEVERIA ser natural), parece forçado.

E não é que a Marvel não consiga dar esse tom às suas histórias – no mais recente arco lançado para a Viúva Negra na coleção Totalmente Nova Marvel – o tom é mantido com perfeição. Natasha Romanov não é só a heroína mas também a anti-heroína em alguns momentos. Ela é uma mulher com uma habilidade incrível e com problemas normais. Até porque, acho que podemos concordar o quanto é cansativo e ultrapassado o tom de “perfeição” com que super heróis costumam ser abordados. É por isso que há uma inegável tendência de humanizá-los cada vez. É nesse ponto que Capitã Marvel deixa a desejar.

Somando a isso o enredo confuso, a qualidade baixa da HQ que foi lançada em um papel que parece jornal e temos uma HQ feita para ser esquecida. Capitã Marvel deve ser adaptada para o cinema com lançamento previsto para 2019 e com a vencedora do Oscar pelo ótimo O quarto de Jack – Brie Larson. Por ser a primeira adaptação da personagem, acredito que conseguirão apresentar sua história de origem de maneira mais simples e clara. É o que resta aos fãs da personagem.

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