Resenha de Quadrinho – Piteco – Ingá
por Thiago
em 21/05/14

Nota:


Piteco-Ingá-Capa

Sempre fui muito fã do Piteco da turma da Mônica, achava o personagem mais legal, mais divertido, sei lá porque, talvez por estar fora da turma e pelo fato de ter na infância uma curiosidade muito grande com tudo relacionado a pré-história.

Aproveito o Desafio do Tigre pra trazer Piteco – Ingá, uma versão adulta, com muita ação e ritmo de filme para esse personagem infantil. Sei que o tema do desafio era algo relacionado a animais, sei também que na capa tem no máximo pessoas com peles de tigres, mas garanto que há diversos bichos no livro.

A versão, ultima adaptação da primeira leva da MSP foi feita por Shiko, ilustrador, autor de histórias em quadrinhos, grafiteiro, roteirista e diretor de curta metragens natural lá da do sertão da Paraíba, mais precisamente da ciidade de Patos.

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Aqui temos a adaptação com um universo próprio, uma mitologia que permeia toda a história. Isso, somado ao fato do autor não poupar esforços na produção das cenas de violência e sensualidade a tornam a mais adulta da série.

Encontramos um misto da história dos personagens pricipais de Maurício na Idade Média (Piteco e Thuga) com a origem nordestina do autor da adaptação. A trama aborda um rio que secou e fez com que o povo de Lem, (aldeia de Piteco) realize uma jornada de migração em busca de novas terras e águas, porém o plot não para ai, Thuga foi raptada pelos homens tigre e Piteco fica pra resgatar sua parceira, amiga, amante ou sei lá o que, melhor lerem pra entender.

Durante essa jornada encontramos elementos reais e elementos míticos brasileiros, primeiro vamos ao elemento real: a localidade, Pedra do Ingá realmente existe, é um dos monumentos arqueológicos mais importantes do mundo, e tem uma aura mística que serviu de inspiração para gente como Zé Ramalho, que lançou em 1975 o disco Paêbirú, baseado nas lendas sobre a região.

Agora os elementos míticos nacionais encontrados: Curupira (ou Arapó-Paco, como apresentado na hq), Boitatá (ou M-Buantan), o Anhanguera, ser protetor da floresta que assume várias formas e o Camazotz, morcego gigante da região dos Andes.

Um ponto que merece destaque aqui é o uso da cores, algo que acompanha a trama e o clima tenso da história e do universo da idade das cavernas. Shiko fez um trabalho incrível nesta adaptação corajosa de um personagem inciailamentte divertido e infantil para um aventureiro com uma pegada mais adulta. O mérito aqui, na minha opinião  que não vale lá muitos centavos, está na harmonia entre enredo, adaptação, desenho, colorido e detalhes.

Não posso dar uma nota menor que 5 para esta Hq do Shiko, as vezes fico passando suas páginas sem ao menos ler novamente apenas pra admirar a arte.

Bom desenho a todos, quer dizer, boa leitura…

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Desafio

 

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