Resenha de Quadrinho – Viúva Negra Vol. 1 (Totalmente Nova Marvel)
por Patricia
em 31/10/16

Nota:

viuva-negra

Se você é como eu e caiu no mundo dos quadrinhos recentemente, então você também conheceu a Viúva-Negra por causa dos filmes recentes d´Os Vingadores. Nos filmes, ela é interpretada por Scarlett Johansson e não sabemos muito de sua vida pré-Vingadores.

Lançado em Fevereiro desse ano, o quadrinho Viúva-Negra faz parte do novo arco lançado pela Marvel para reapresentar seus “heróis” sob o selo Totalmente Nova Mavel. As aspas em herói cabem bem para a Viúva-Negra mais do que qualquer outro: graças a seu passado obscuro, ela poderia ser considerada uma anti-heroína que tenta se redimir. É precisamente disso que esse primeiro volume trata.

Aqui, Natasha Romanov trabalha para a Shield mas também faz alguns trabalhos por conta própria. Utilizando-se de um código de honra em que caça apenas o pior dos piores, ela faz o que for necessário, sempre cobrando um bom preço. Por mais que cobrar por um trabalho como esse possa parecer algo um tanto quanto mercenário, ela deixa claro que está fazendo isso para se redimir. Do que exatamente ela busca redenção, não sabemos. Pelo menos não com muita clareza. E para dar conta de seus próprios “negócios”, ela conta com a ajuda de Isaiah, seu braço direito, que recebe as ordens e negocia os pagamentos.

Em um de seus trabalhos, ela cai em uma armadilha. Um assassino de codinome Escorpião de Ferro jurou matá-la depois que ela assassinou seu irmão (incrível como tanta coisa no mundo de super heróis é baseada em relaçõs familiares. Freud deve ter uma boa explicação para isso). Natasha escapa e sem tempo a perder volta à sua rotina de missões quase suicídas ou, pelo menos, homicidas.

E então Shield a chama para uma missão: investigar algumas informações dúbias que chegaram da Embaixada da Ucrânia. Nesse trabalho, a Viúva-Negra vai encontrar um inimigo gigante e disposto a qualquer coisa. Ele se auto-denomina Martelo de Deus (vou deixar essa de graça para os amantes de psicologia) e quer purificar o mundo….com violência e assassinatos. Se pararmos para analisar, ele não é bem o extremo oposto da própria Natasha que acredita que seu código de apenas caçar o pior dos piores faz sentido. Martelo de Deus também segue esse código. Ou seja, a linha que separa bandidos e heróis que aceitam matar é bem tênue, às vezes.

Há coisas muito boas nessa HQ. Vou começar com a mais interessante e que, com certeza, quebrou um preconceito meu: neste arco ela não é hiper-sexualizada. Em nenhum momento há referências ou quadros que focam em sua roupa colada ou em trejeitos “sexy”. Natasha parece ser uma mulher normal em vários sentidos, tanto físicos quanto na sua solidão diária. Há outras mulheres nessa HQ e nenhuma sexualizada da maneira comum à qual estamos acostumados e com poder e tom próprio. Outra questão é que o enredo trabalha com o ponto forte de Natasha que é a espionagem. Ela é reconhecida como uma das melhores espiãs da Shield e quando precisam que informações sejam encontradas, ela é a pessoa indicada.

As cenas de ação são boas, a história é crível e digna de um bom filme de ação. Uma agradável surpresa que me deixou mais interessada pela personagem do que os filmes produzidos com ela até agora. Vê-la carregar sua própria história é muito melhor do que vê-la como coadjuvante de outros.

A Panini já lançou mais dois volumes desse novo arco.

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