Resenha De Quadrinho – Wolverine
por Ragner
em 12/12/16

Nota:

 

Minha paixão por quadrinhos é algo já deveras conhecido pelos leitores do Poderoso e que meus (anti)heróis favoritos contam com o Batman e Wolverine (seguidos pelo Justiceiro, Demolidor, Blade e Spawn, os demais heróis vem em 3º plano). Já fui um colecionador convicto, já comprei muitos quadrinhos, mas hoje tenho em mãos alguns poucos exemplares (a futura biblioteca terá um lugar só para eles) e não penso tanto em voltar a colecionar como antes, minha vontade fica mesmo só em guardar algumas HQs que gosto de, eventualmente, dar uma folheada.

Nosso querido Wolverine já passou por aqui e ganhou algumas boas resenhas. Já falamos sobre Arma X, Codinome Wolverine e Velho Logan (o próximo filme solo do Carcaju possui referências dessa história) e hoje trago para vocês uma HQ que versa, um pouco, sobre um dos melhores períodos do mais famoso X-Men, quando viveu com a alcunha de Caolho (em Madripoor – uma ilha fictícia  – como agente secreto). Aqui, Wolverine deixa sua identidade de lado, quando muitos acreditavam que os X-Men haviam morrido e passa a combater a máfia local. Durante essa fase, Logan vive suas maiores aventuras solo.

Essa edição trás um Wolverine bastante solitário e agressivamente seguro de suas capacidades (confiante demais também). Durante muitos anos ele tinha um lema: “sou o melhor naquilo que faço, mas o que faço não é nada bonito”, e aqueles que não o conheciam sofriam muito quando se deparavam com ele. Logan chega em Madripoor – capital de um principado ao sul de Cingapura – à procura de uma pessoa de codinome Tigre e sua primeira parada é em um bar na Cidade Baixa (a ilha é dividida entre Cidade Alta – parte luxuosa – e Cidade Baixa – região onde a criminalidade impera). Logan já entra no bar no meio de uma confusão e sozinho bota uma gangue para correr.

A história não perde tempo e quadro após quadro somos apresentados aos personagens que precisamos conhecer, sejam eles principais ou mesmo secundários. Logo após a briga no bar, já conhecemos o bandido e a mocinha (cada um em um capítulo próprio), com o enredo sendo conduzido sem grandes explicações, mas mesmo assim tranquilo de ser entendido e com apresentações de acontecimentos passados e presentes que vão dando valor e intensidade para a história. Existem pequenos trechos com falhas na continuidade, mas nada que prejudique o entendimento narrativo.

Logan precisa vencer Roche – o chefão local – para poder salvar o Tigre, mas antes precisa resistir ao poder de Sapphire – uma mutante que tem o poder de sugar a energia de quem beija – suportar o sofrimento afligido pelo Inquisidor – um especialista em torturas – e derrotar Punho de Lâmina – um poderoso inimigo que amputou as próprias mãos e as substituiu por espadas super afiadas. O que durante a aventura acaba sendo uma surpresa é quem Tigre é e como os dois se juntam para acabar com Roche.

Essa é uma história única, que se desenvolve em uma revista apenas e foi lançada como uma edição de colecionador. A arte é de John Buscema (que acompanhei durante muitos anos como desenhista do Conan), um dos mais importantes ilustradores de quadrinhos da história da 9ª arte e durante um bom tempo, foi responsável pelas aventuras solo do Wolverine. Essa HQ é de final da década de 80, com um enredo sem grandes reviravoltas, indo direto ao ponto, com traços e cores que potencializam a ação, entre explosões, lutas e destruição o que deixa o universo de Wolverine ainda mais violento. Mas não havia tanto derramamento de sangue, como se espera, creio que um quadrinho com sangue para todo lado não devia ser tão valorizado na época.

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