Resenha de Quadrinho – Wolverine – Arma X
por Thiago
em 30/07/14

Nota:

Wolverine – Arma X WolverineArmaX

 

Wolverine é um dos heróis mais aclamados dos últimos tempos, tendo os filmes dos x-men e seus tristes filmes solo cooperado pra isso, juntamente com o ator que o interpretou, Hugh Jackman. O cara até se esforça, ficou um bom carcaju mas os filmes não ajudam, porém não estamos aqui pra falar de cinema hoje e sim de um clássico dos quadrinhos. Bom, quando um personagem do mundo nerd fica tão popular como este o interesse do público em geral sobre as origens e passado do mesmo surgem, e quando falamos em quadrinhos e super heróis Marvel (a DC não fica fora dessa crítica) é sempre difícil determinar a origem e o passado de forma precisa, pois com o passar do tempo mais de um roteirista o escreve e, por motivos diversos, faz modificações na história, além de personagens morrerem e voltarem o tempo todo.

Várias perguntas surgem: qual seria a origem das garras de adamantium? Por que todo seu esqueleto foi revestido com esse metal? Como e com que propósito? Ele é imortal? Quão antigo ele é? Em 1991, o escritor e desenhista Barry Windsor-Smith decidiu responder estas questões em Arma X, mini-série em quatorze partes, incluindo o prólogo e o epílogo, publicada no Brasil pela primeira vez em Grandes heróis marvel 35, pela editora Abril. No fim do ano passado (2013) foi lançado um encadernado de luxo contendo todo este arco. Eu considero esta revista como a história válida do Wolverine.

Na obra de Barry, Logan ainda não é Wolverine e sim um policial em decadência, que, desde sua aposentadoria forçada e precoce, apenas bebe e briga, assim como o vemos nos bares barra pesada, fumando seu charuto e não levando nenhum desaforo pra casa. Isso até ser capturado por homens misteriosos que o levam a uma instalação militar de localização também misteriosa. Essa instalação é a sede do Projeto X, programa ultra-secreto cujo objetivo primordial é criar o assassino perfeito.

Ele fora selecionado pelo seu extremo vigor físico e passado conturbado. Logan era apenas uma cobaia, um cara forte e solitário que serviria em uma experiência científica, não por ser um mutante com poder de regeneração, mas pelos motivos já ditos. Arma X é um marco, tanto para os artistas que querem trabalhar com o universo deste personagem, como para os fãs de Logan. Aqui a explicação é bem redonda, o adamantium, as garras e a falta de memória que acaba sendo um trunfo mal utilizado por outros roteiristas no futuro, dando abertura para enfiar todo tipo de baboseira como passado dele. Aqui Barry resolve essa questão com implantes de memória, induzir memórias falsas e todo o tipo de condicionamento mental, com o intuito de minar a vontade própria de Logan e, assim, controlá-lo, o transformando-o na máquina de matar perfeita. Claro que ele fugirá deste controle que os personagens que o sequestraram tentam realizar na experiência X – vale destacar Dr. Cornélius e o “Professor”.

 

 

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Além de recebermos nesta revista a origem de Wolverine, temos uma discussão fantástica sobre a essência do ser humano, ou seja, os limites da nossa humanidade e de nossa animalidade. Boa parte do quadrinho trata de como quebrar alguém, até que este indivíduo deixe de ser ele mesmo e se torne algo diferente: uma tela em branco e sem vontade, uma matéria prima para se manipular. O heroísmo de Wolverine nesta história não está nas tradicionais atitudes de um herói em salvar o dia, mas sim salvar a si mesmo, salvar a humanidade que há em nós. Vejo aqui que o super poder mutante de Logan não é se regenerar fisicamente apenas, mas ser alguém inquebrável de alma, uma força de vontade, uma força de ser, de existir enquanto EU, incrível.

Boa leitura a todos!!

 

 

b8

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