Resenha de quadrinhos – A samurai
por Ragner
em 25/07/18

Nota:

Minha adolescência e juventude percorreram caminhos diretamente envolvidos com algo relacionado à cultura japonesa. Não fui ao Japão e não aprendi japonês, mas sempre gostei de filmes de ninjas/samurais, pratiquei alguma arte marcial japonesa (Jiu Jitsu, que nunca evolui da branca, ou Karatê, que passei por algumas faixas) e li bastante sobre tudo relacionado à terra do sol nascente. O Japão ainda faz parte do meu sonho de consumo, mas meus interesses por outras culturas cresceram muito com o tempo.

Sempre que tenho alguma chance de contato com coisas relacionadas ao povo do extremo oriente, tento usufruir bastante e foi o que aconteceu quando fui ao 10º Festival Internacional de Quadrinhos – FIQ – que aconteceu em Beagá entre os dias 30 de maio e 03 de junho (o festival é bienal, desde 1999, mas foi cancelado ano passado por questões orçamentária e de organização) e me deparei com esse quadrinho autoral. Levei minha sobrinha, para que ela tivesse seu primeiro contato com o universo dos quadrinhos e comprei essa HQ para mim e outra, de uma mesma autora, para ela.

A HQ foi criada por vários autores, 100% nacional, entre homens e mulheres, com a ideia de ser “independente e empoderada”, em um projeto de crowfunding, pelo catarse, com 700 apoiadores em 36 meses de produção, como diz o próprio site. Podemos acompanhar a influência direta de um pensamento feminista e um enredo que me lembrou, um pouco, Mulan (Mulan se passa na China e ela tenta salvar o pai e o país). Em A samurai temos Michiko, que também treina para se tornar uma guerreira, em busca de sua família e de respostas sobre seu passado.

 

 

A história começa mostrando um pouco da infância de Michiko, quando sua mãe morre, e seu aprendizado para se tornar uma gueixa. Mas nossa heroína tinha um objetivo maior e desde criança treinou para ser uma samurai (se passando por menino, já que mulheres não podiam ser samurais) e assim procurar seu pai. Michiko tinha um amigo fiel e inseparável – Yamada -, ambos treinavam juntos e sempre tiveram uma ligação muito forte. Com o passar do tempo, o objetivo parecia mais próximo e tanto o treinamento quanto a conexão entre os dois foram colocados a prova junto de revelações que poderiam mudar seus destinos.

O quadrinho conta com capítulos destinados a desenhistas diferentes. Em cada um deles podemos acompanhar o trabalho de cada artista, com traços cheios de personalidade e ainda apreciar um excelente trabalho de cores. A samurai é uma história bem escrita e fechada em si, mas com a boa repercussão que teve mais outros dois quadrinhos produzidos (Mylle Silva, uma das autoras, foi quem me disse). Como presenteei minha sobrinha com um deles, vou tentar resenha-lo depois.

 

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