Resenha de Quadrinhos – Aranha
por Gabriel
em 04/07/15

Nota:

Aranha

Uma loja de discos, uma tarde de sábado e uma banca de venda de quadrinhos e zines. Foi lá que conheci a editora independente Cachalote e falei “tem algum quadrinho aí escrito por mulheres?”.

Me responderam entregando Aranha, da Luisa Doria, e duas HQs da Laerte. É sobre esse primeiro quadrinho que falo hoje.

Aranha faz parte da Revista 1000, uma série de quadrinhos que só inclui histórias sem palavras, totalmente contadas através das imagens. A autora segue essa restrição e consegue contar uma espécie de história de terror infantil envolvendo um garoto e o aracnídeo que dá nome à obra. A historinha é bem curta e pode ser lida em alguns minutos sem muitos problemas.

A arte de Luisa Doria é muito caprichada e traz detalhes bem desenvolvidos em todos os quadros, como os olhos dos personagens refletindo um ao outro – e se considerarmos que um dos personagens é uma aranha, há de se levar em conta o número de olhos envolvidos. O traço lembra personagens de charges, com proporções alteradas e cabeças maiores que seus troncos; já a aranha é desenhada de uma forma grotesca, com pelos e sombras que se fundem ao clima escuro da HQ.

A HQ tem um acabamento gráfico exemplar, pecando apenas na capa: ao contrário do que mostra a imagem que usei acima, na vida real ficou bem difícil ver a aranha na capa preta da HQ; e a capa também fica manchada muito facilmente com o toque dos dedos. O resultado não fica tão agradável como o interior da obra, infelizmente.

Aranha é uma HQ diferente e interessante; muito curta para marcar o leitor, no entanto. Fiquei curioso para ver o que a autora poderia fazer com mais espaço, em uma obra maior. E curioso para conhecer melhor as ideias e o modelo da Cachalote.

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