Resenha De Quadrinhos – Darth Vader E Filho / A Princesinha De Vader
por Ragner
em 09/03/16

Nota:

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Sou completamente favorável à expansão universal de algo mitológico. Gosto mesmo quando algo excelente cresce em diversos meios, fazendo com que aumente o interesse de mais e mais pessoas. O crescimento de Star Wars não se deve exclusivamente à nova trilogia que se iniciou recentemente com O Despertar da Força, ou mesmo ao interesse da Disney no universo da “galáxia muito, muito distante”. O grande trunfo de uma das maiores sagas cinematográficas, foi de sempre deixar no imaginário e mente de seus adoráveis fãs algo que perpetuasse. Quadrinhos foram lançados e livros e mais livros também perambulavam por ai.

Uma das últimas tacadas certeiras (além do episódio VII), foi a publicação de dois quadrinhos fofíssimos e deliciosos que contam como “possivelmente” (sqn) teria sido a vida de Darth Vader se tivesse criado os gêmeos Luke e Leia. Tanto “Darth Vader e filho”, quanto “A princesinha de Vader”, são obras para o público infantil (não tenho dúvidas de tal intenção do autor). Tanto argumento, quanto arte trabalham bem tal atmosfera, deixando tais livrinhos lindinhos demais. Mas digo para vocês que, além de conquistar a criançada com tal criação carismática, a publicação é capaz de encher de alegria os corações dos marmanjos. Sejam eles pais ou não.

Há nos dois quadrinhos uma construção inequívoca de como a paternidade é. Óbvio que aqui mostra um pai sempre disposto a entender e educar de maneira dócil os filhos, sem quaisquer atitudes mais enérgicas ou rígidas, mas o exemplo de como pais agem com seus filhos em momentos caricatos, está bem ilustrado e argumentado nos dois casos. É tudo muito gostoso de ler e achar graça. Acompanhar Vader tentando ser um bom exemplo, é muito divertido, pois com seus filhos ele é incrivelmente doce e atencioso e todos sabemos que Vader foi um maligno Lord Sith (até querer defender seu filho contra o imperador). Como ele é pai solteiro, suas tentativas de equilibrar suas obrigações para com o Império e a paternidade criam situações no mínimo cômicas e a educação dos gêmeos, passa por momentos delicados entre ser rígido com seus governados e não parecer um líder do mal na frente dos pequenos.

Outra característica fantástica nos dois livrinhos, é que em alguns quadrinhos, podemos identificar cenas dos três filmes da primeira trilogia. Acompanhamos Vader tentando ensinar a Luke sobre como é melhor o lado negro e tentando atrapalhar Leia em qualquer envolvimento juvenil com Han Solo. Tudo seguindo uma temática infanto-juvenil: o treinamento Jedi de Luke com peripécias infantis onde um pai interfere como se aquilo não fosse de seu agrado e as atitudes rebeldes de Leia, como qualquer adolescente que enxerga o que acontece à sua volta diferentemente dos pais.

Em “Darth Vader E Filho”, a infância é o carro chefe, Luke permanece criança, cheia de quereres e condições. Em “A Princesinha De Vader”, o autor trabalha mais o envolvimento paterno desde a infância até a juventude e qualquer pai que tenha uma filha, ou sonha em ter (eu), é capaz de sentir algumas referências quando a “princesinha” vai trilhando seu próprio caminho e passando a se interessar por outros “heróis”.

Gostei e gostei muito viu.

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