Resenha de Quadrinhos – Lola, a andorinha
por Gabriel
em 18/07/15

Nota:

Lola, a andorinha

Lola, a andorinha é uma coletânea de tiras de Laerte publicadas na Folhinha, caderno infantil do jornal Folha de São Paulo. A obra é produzida pela Cachalote, editora de outras duas obras que comentei anteriormente: Vizinhos, também de Laerte; e Aranha, de Luisa Dória. Comprei as três HQs em uma feira de quadrinhos, quando buscava obras escritas por mulheres para manter o objetivo do ano.

A coletânea é editada em um formato agradável; apesar das tiras terem apenas 3 linhas e ocuparem mais ou menos metade da página, o restante é preenchido com detalhes das tirinhas destacados em tamanho maior. A qualidade e o capricho dos desenhos da artista ficam claros e a obra toda passa uma sensação de leveza.

Não sabia muito bem o que esperar quando comecei a ler a HQ. A contra-capa traz quatro frases: “Lola acha que agora é festa.”, “Lola não faz verão nem tem noção.”, “Lola vira e mexe.”, “O que falta inventar essa Lola?”. E a orelha traz um perfil de Lola como se fosse uma andorinha com personalidade própria, o que é o principal mote da história.

As tiras são muito diferentes entre si e mostram toda a criatividade da autora, com temas que vão desde Lola dando uma volta ao mundo até ela desenhando ou usando roupas diferentes. Tudo no mundo de Lola tem expressão própria, fala e se comunica com a andorinha. E é isso que puxa as histórias.

Lola é inspirada nas histórias de Pimpa, uma cachorrinha das tirinhas italianas que também fala e se comunica com tudo ao seu redor. Laerte mostra essa inspiração de forma clara na tira abaixo, presente no livro:

329729-970x600-1Algumas tiras são particularmente criativas e divertidas, trazendo ainda uma mensagem. Como o público-alvo de Laerte aqui são as crianças e a obra também tem uma arte colorida e visualmente atraente, imagino que o sucesso no seu nicho seja garantido. A tira abaixo é um bom exemplo do tipo de sacada que Lola traz.tumblr_mhgecbCp5F1qmggloo1_1280No entanto, confesso que nunca entendi muito bem esse gênero de tiras de Laerte (nem quando era mais novo). Algumas das tiras são muito mais abstratas e sem um roteiro, ou mesmo trazem Lola andando por aí e tendo diálogos meio estranhos. Esse tipo de trabalho nunca me agradou muito quando mais novo e acho que continua não me agradando muito; me divido entre “que trabalho criativo e original” e “nossa, faltou ideia aqui pra cumprir a periodicidade da tirinha”. Enfim, Laerte é genial e isso dá pontos ao livro, que me tirou uns sorrisos leves em vários momentos.

 

 

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