Resenha De Quadrinhos – Superman/Batman
por Ragner
em 26/07/16

Nota:

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Há mais de uma década foi lançado uma HQ que prometia reformular o universo DC, juntando a “santíssima trindade” suprema, mas que no título ainda deixava claro a Mulher Maravilha em segundo plano. Não sei se por sexismo ou ainda porque as mulheres (pelo menos nos quadrinhos), ainda não tinham lá sua merecida atenção. Fato é que a Mulher Maravilha tinha sim uma importância fundamental na história, mas seu nome na capa, ainda não aparecia. A HQ tinha o nome de Superman/Batman e aqui no Brasil começou contando sobre a chegada da Supergirl na Terra. Um arco de histórias que deixava claro o quanto a trindade é super poderosa junta.

Tal arco se desenvolveu em seis números e fomos levados à Ilha Paraíso (Themyscira – lar da Mulher Maravilha) e também à Apokolips (mundo de Darkseid), mostrando, sem rodeios, quem são os aliados e os inimigos. Rola também uma pequena aparição do Apocalipse (o monstro que matou o Superman), mas como se tratava de clones amadores (sim, foram alguns monstros) e o Azulão não queria ficar enrolando na luta corpo a corpo, com um pequena explosão de sua visão de calor, ele evaporou todos.

Tudo começa com a queda de uma nave junto de uma chuva de meteoritos. Cientistas apontam que entre o material rochoso havia kriptonita também. Como o evento acontece na baía de Gotham, Batman vai investigar e enquanto o Homem Morcego está mergulhando, um moça anda nua pelo cais. Depois de causar algum alvoroço e chamar a atenção até da polícia, Batman a encontra e com a ajuda do Homem De Aço, que aparece do nada, consegue leva-la para a Batcaverna. Enquanto os dois tentam descobrir de onde ela vem, Super Homem consegue entender o que ela diz e assim descobre que ela veio de Kripton. Ela se apresenta como Kara Zor-El e que conseguiu fugir de seu planeta antes dele ser destruído.

Kal-El descobre que Kara é sua prima e decide cuidar dela, mas o Batman prefere ser mais precavido. Enquanto Superman tenta integrar Kara aos costumes terráqueos, a Mulher Maravilha aparece e diz que a jovem precisa aprender a controlar seus poderes e que deve ir com ela para Themyscira. Depois de uma pequena discussão, a trindade decide que Kara vá com as amazonas, mesmo contra a vontade dela. Meses depois na ilha, aprendendo a combater e a usar cada vez melhor seus poderes, Kara e a Trindade precisa enfrentar o maior inimigo que a Terra já teve.

Darkseid e seu mundo aparece no meio da história. Depois de testar algumas guerreiras para comandar sua guarda pessoal – as Fúrias Femininas – ele sente o poder da Kriptoniana que caiu na Terra. Então ordena a Vovó Bondade que a sequestre e a leve para Apokolips, para treina-la. Como Kara estava na Ilha Paraíso, Darkseid envia um grupo de Apocalipses para enfrentar as amazonas. Batman e Superman também estavam na ilha e o Homem Morcego sente que há algo de errado naquele ataque. Enquanto o Homem De Aço e a Mulher Maravilha, junto das amazonas, enfrentam uma legião de Apocalipses, Batman vai procurar Kara, mas chega tarde.

A Trindade só tem uma alternativa, ir para Apokolips, mas não conseguirão sozinhos, para isso precisam da ajuda da Grande Barda, que já foi uma das Fúrias, mas que conseguiu fugir. Em Apokolips Superman, Mulher Maravilha e a Grande Barda procuram por Kara e Batman tentar encontram uma maneira de enfrentar Darkseid, mesmo estando em uma situação infinitamente inferior de poder. Enquanto Mulher Maravilha e Grande Barda enfrentam as Fúrias e Superman luta contra Kara (influenciada e manipulada por Darkseid), Batman chega até o tirano de Apokolips e sem precisar partir pro mano a mano (mas a ponto de ter o pescoço esmagado), consegue vencê-lo ao afirmar que explodiria o planeta com os esporos infernais (esferas explosivas capazes de destruir planetas) que ele conseguira ativar. Darkseid recua de seu plano, deixa todos voltarem para Terra, mas dias depois tenta um novo ataque, direto ao Superman, mas desta vez Kara estava do lado do primo e os dois conseguem expulsar o vilão do planeta.

A HQ foi adaptada como animação também e o desenho é bastante fiel. Até os traços são idênticos aos dos quadrinhos (devem ter sido feitos pelo mesmo ilustrador). Quando Supeman/Batman foi lançado, a ideia de conquistar novos leitores e trabalhar melhor o conceito do três maiores heróis da DC, começou como um movimento bem forte. Até o Arqueiro Verde e o Aquaman tiveram um espaço interessante em alguns números, mas as edições eram pequenas. Eram poucas as páginas e algumas histórias se arrastavam. Li esse arco inicial e outras coisas graças a um amigo que colecionava. Comecei a gostar muito dos traços de Michael Turner, mesmo sendo um bocado diferente daqueles que costumo admirar. Anos depois a HQ foi cancelada, mas trouxe muita coisa boa, assim como o encontro dos pais dos heróis, já resenhado aqui.

Pra quem curte a união da Trindade, mas não encontra mais o gibi, fica a dica de assistir a animação também. Fiquem a vontade.

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