Participação Especial – 50 Tons De Cinza
por Poderoso
em 05/02/13

50-tons

“Keep Calm and go to the playroom

A Autora Inglesa de 40 e poucos anos, Erika Leonard James, mãe de 2 adolescentes, publicou o primeiro livro da serie em 2011. Sua trilogia 50 sombras/ tons/ tipos (seria a tradução correta), porém traduzido como 50 tons, foi um fenômeno mundial de vendas e atingiu mais de 40 milhões de copias vendidas mundialmente. Um livro que começa não muito interessante, bem puxado para o lado crepúsculo de escrita, mas com o passar dos capítulos e o chegar do capitulo 4, a coisa começa a melhorar.

Se você se enquadra nas condições abaixo é melhor não passar tão perto:
1- Fica com vergonha com facilidade;
2- Não gosta de ler livros ou ver filmes relacionados a sexo;
3- Se não tiver uma mente aberta;

O livro começa com a personagem Anastasia Steel, uma garota de que não acredita que é bonita, inteligente, interessante e que nunca se apaixonou por ninguém. Ela mora junto com uma amiga que fica doente e não pode ir entrevistar o multi-milionário Cristian Grey (dai o nome 50 shades of Grey) em Seattle para o trabalho de graduação no jornal da faculdade.

Ele é lindo (no sentido magnifico da palavra) milionário, poderoso e se apaixona por Ana (essa é a parte onde acho parecido com Crepúsculo “risos”).

E ai é que entra as “50 sombras” de Grey, pois ele é um cara que foi adotado quando pequeno, por uma família rica, porém sofreu muito na infância (é descoberto parte do que ele sofreu no decorrer da história). Cristian é um cara que podemos chamar de ninfomaníaco. Ele apresenta o “Playroom” para Ana, ou o “Quarto vermelho de dor” como ela o denomina. Ela é virgem e Cristian vai apresentando um novo mundo de sexualidade para ela, onde a dor pode ser confundida com prazer, e onde existe uma linha muito fina entre a submissão e a excitação.

Na minha opinião, acredito que muita mulher tem essa fantasia de um sexo mais viril ou mesmo com requintes sado-masoquista. Que mulher não gosta de ter um homem decisivo, másculo, que não precisa perguntar a qual restaurante queremos ir, ou o que queremos pedir,  que sabe o que quer e sabe exatamente como obter? Pelo menos quando falamos de sexo, mesmo as mais feministas podem concordar comigo, que isso nos deixa muito mais “on”.

Somente tenho uma critica a respeito da edição em português do livro. E sim. Li em Português e ouvi o audiobook em inglês juntos. Uma tradução bem estilo copia e cola no Google translator, com erros terríveis de tradução, mudando totalmente o sentido das frases. Para quem não entende o Inglês é uma opção razoável, mas sabendo que algumas frases terá que interpretar para poder pegar a essência da deliciosa e tão viciante história de amor e sexo.

Essa resenha é participação especial de minha amiga Paola Sabbado.

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13 Comentários em “Participação Especial – 50 Tons De Cinza”


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Ize Chi em 05.02.2013 às 09:18 Responder

“Que mulher não gosta de ter um homem decisivo, másculo, que não precisa perguntar a qual restaurante queremos ir, ou o que queremos pedir”

Moça, você é machista rsrs

Falando sério, não, é ridículo ser mandada assim. Uma coisa é você estar cansada e outra pessoa tomar a decisão, a outra é ser “maria vai com as outras”, fazendo tudo que o outro manda… O que não é bom em NENHUMA relação, seja para o homem ou para a mulher. Aqui, estou falando no sentido lato sensu; em strictu sensu, focando apenas na relação sexual, a inversão de papeis é muitas vezes mais bem vinda do que apenas quando um faz tudo.
Homem gosta de mulher que fica parada? Mulher gostar de homem que só usa uma posição? Inovar e experimentar novas coisas faz bem ao relacionamento e é saudável, desde que os dois concordem e se sintam bem. Muitos homens tem fetiche de mulher Dominatrix, mas também tem de vê-las com uma fantasia de empregada, por exemplo. Mulher gosta de ver o cara de Go Go Boy em uma fantasia de, sei lá, policial ou bombeiro.

O problema do livro é q ele coloca apenas o Grey dominando conscientemente. A Ana faz isso com ele “sem perceber”. Ah, peraí, que mulher não percebe os efeitos q causa em um homem? Ela passa três livros insegura do q o Grey sente por ela… É ridículo. E o Grey faz o q for com ela, e ela continua ali. Pode ficar cheia de raiva, aí ele faz uma carinha de cachorro abandonado e ela fica “own, meu 50 tons”, e perdoa ele na hora. Repetindo: Ridículo. Ela simplesmente vira “mulher de malandro”. Lógico, com a grana q o cara tem, talvez valesse a pena passar por isso rsrs
(tenho certeza q alguma interesseira já pensou nisso ;P)

Enfim, não é dando uma de feminista não, mas… Eu sou nova, e sou casada há quase três anos. Compartilho a vida com um homem, e já tive outros anteriores a meu marido para não ser uma menina inocente. O que esse livro mostra é uma ilusão para garotinhas virgens, e não a realidade.

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Paty em 05.02.2013 às 10:07 Responder

Na verdade sua resposta é feminista, sim, e eu achei sensacional. Vindo de alguém que não conseguiu passar da página 10 do livro, não posso opinar sobre a história em si ou a forma como a autora escreve (mas até a página 10 estava bem ruim). MAS concordo com a idéia de que as mulheres não querem necessariamente um homem perfeito – porque isso não existe. E outra, você não pode exigir isso já que você também não é perfeita.

E é isso que o feminismo diz…duas partes iguais em um relacionamento imperfeito. Tem muita beleza nessa idéia ainda que muitas mulheres não entendam que o termo feminista não é negativo e não deveria ser cotado dessa maneira, aliás, o feminismo deveria ser instrínseco de toda mulher. Penso que tudo o que o feminismo quer é bom para ambos os lados (sem excessos descabidos). Afinal, que homem quer viver sob a pressão constante de ser perfeito? E o que é ser perfeito?

Enfim…de resto…concordo com seu comentário. Acho que estamos numa fase terrível de livros que criam homens perfeitos até demais e mulheres que se acham horríveis e precisam de provas de que não são desses mesmos homens. Infelizmente, muitas jovens se sentem assim e ler algo do tipo faz com que acreditem que esse homem pode, de fato, existir.

Não me recordo de Jane Austen passar tanto tempo descrevendo o tórax de Mr. Darcy. É uma pena que esse tipo de homem (com falhas e problemas e dúvidas – um homem REAL) na literatura tenha se tornado uma exceção e não mais a regra.

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Ize Chi em 08.02.2013 às 08:15 Responder

Nossa, eu só li Jane Austen há pouco tempo, pois tinha um preconceito tremendo com essas literaturas de época que viram moda. Mas até que gostei, só não acho que é tudo isso o que dizem.
E, como você apontou, Mr. Darcy não é descrito como homem perfeito, pelo contrário; ele tem suas imperfeições, e são elas que acabam por fazer Elizabeth se apaixonar por ele.
Só que essa nova moda de homens perfeitos e dominadores (até Crepúsculo tem isso, e olha que nem tem putaria O.o) vai estragar uma geração de garotas, que ao invés de se tornarem mulheres confiantes e que buscam o que querem, serão tímidas e recatadas, na espera do príncipe encantado que as fará subir pelas paredes no dia que forem em um motel…

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Paola Sabbado em 06.02.2013 às 07:39 Responder

“Que mulher não gosta de ter um homem decisivo, másculo, que não precisa perguntar a qual restaurante queremos ir, ou o que queremos pedir” + “que sabe o que quer e sabe exatamente como obter?”.

A citação foi feita baseada numa relação aberta, onde os dois escolhem, os dois ficam por cima durante o sexo, e tem conversas francas. SIM, isso é possivel!
Vamos usar o seguinte exemplo: Você acharia sexy um homem que não consegue fazer nada sem antes te perguntar? Que todos os lugares que vai, precisa pedir sua opnião, caso contrario não sai do lugar? Ou quer sempre que você faça o trabalho pesado na cama (se é que me entende)?
Daí entro com a minha citação, não estou me referindo a ninguém arrastando ninguém pelos cabelos for God Sake, não sou machista, pelo contrario, porém tenho a mente suficientemente aberta para reconhecer um “Macho Alpha” quando o vejo kkkk. E não me venha com essa história de que mulher não gosta e bla bla bla… pois isso esta em nossa genética, cientificamente comprovado.

Tem um outro detalhe:

“critica a respeito da edição em português do livro. E sim. Li em Português e ouvi o audiobook em inglês juntos. Uma tradução bem estilo copia e cola no Google translator, com erros terríveis de tradução, mudando totalmente o sentido das frases. Para quem não entende o Inglês é uma opção razoável, mas sabendo que algumas frases terá que interpretar para poder pegar a essência”

Se entender inglês, aconselho comprar a versão original do livro, pois a versão em portugues tem feito o livro parecer mesmo um livro horrivel.

“Se você se enquadra nas condições abaixo é melhor não passar tão perto:
3- Se não tiver uma mente aberta;”

Cara Ize Chi, ja ouviu falar to termo ficção? e do termo baseado em fatos reais? são coisas bem diferentes uma da outra, e um livro de ficção assim como a trilogia 50 shades, não podemos levar tão a sério rsrs. Não é feito para iludir ninguém, nem garotinhas virgens, mulheres depravadas e nem senhoras de idade com “needs”, e sim para entertenimento.
Acho que deveria ter comentado no resumo, que a autora casada a 17 anos, se baseou na trilogia crepusculo, ja que é uma grande fã da trilogia(coisa que nao sou, mas não critico quem gosta), esse foi seu primeiro livro e ja é considerado um dos livros mais vendidos da história.

Tenho 30 anos, sou casada a 9 anos, e estou com meu marido a 12 anos, não passo nem perto de ser uma pessoa submissa e adoro inovar kkkkk, tive uma quantia suficiente de relacionamentos na minha vida para saber diferenciar ilusão de realidade, machismo de másculo, sensual de sexy, faminismo de extremismo, sadomasoquismo de sexo mais selvagem e “Flexibilidade de Maria vai com as outras.
Assim como voce disse, você é nova, e talvez os anos te tragam a mesma visao que a minha, ou não, deixe que ele decida 😉

XX

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Ize Chi em 08.02.2013 às 08:23 Responder

“Cara Ize Chi, ja ouviu falar to termo ficção? e do termo baseado em fatos reais? são coisas bem diferentes uma da outra, e um livro de ficção assim como a trilogia 50 shades, não podemos levar tão a sério”

Florzinha, EU não levo a sério, VOCÊ não leva a sério. Mas a penca de garotinhas que se derrete pelo Edward de Crepúsculo leva (e agora se derretem pelo Mr. Gray).

No mundo atual, onde a cabeça das pessoas (em especial dos jovens) está cheia de vento e é guiada pela mídia, não dá para confiar no bom denso de que saberão diferenciar ficção de realidade. Esse é o ponto.
Quando vejo as coisas que se tornam “modinha” hoje em dia… Fico realmente deprimida. Só estupidez: músicas sem fundamentação, piadas imbecis e preconceituosas, citações estúpidas… E para fechar, comportamentos que não existem na realidade.
Como a Paty comentou acima, todos tem suas imperfeições, homens e mulheres. Já ouvi que está sendo uma “revolução” ver mulheres lendo “50 tons” no metrô, porque antes mulher não podia fazer isso…
Não podia ou não queria? São termos diferentes. Liberdade sempre teve, mas o pensamento social não acompanhava. E a verdade é que ainda não acompanha. Essas “revolucionárias” que acham que estão abafando com seu livrinho de “50 tons” continuam a ser chamadas de nomes feios por homens machistas que veem a cena (sim, já presenciei coisas do tipo).

Por fim, não entro no mérito da idade. Conheço gente de 60 que não passou por metade do que já passei, e gente mais nova do que eu que já passou por muito mais. Idade e tempo de casamento não garantem medalha de ouro em nada, até porque ninguém sabe tudo; faz parte da vida estar sempre aprendendo =)
Tenho certeza que ainda sou uma aprendiz, assim como você ^^

Ragner
Ragner em 05.02.2013 às 11:27 Responder

Feministas e Machistas, cada lado defendendo o teu.

“Que mulher não gosta de ter um homem decisivo, másculo, que não precisa perguntar a qual restaurante queremos ir, ou o que queremos pedir”.
Não vejo isso como algo machista com parâmetro para identificar que a mulher está sendo mandada. SÓ que identifica um homem decidido e que sabe o que quer e que transmite essa segurança para a parceira, SE a mulher aceita isso como submissão ou “sim senhor” pra tudo, AI sim é dado como uma forma repulsiva de machismo e “ser mandada”. Se uma mulher não gosta de um cara decidido, ou másculo ou que pode acertar o que uma mulher quer ou precisa para o momento, ai são outros 500.

Essa minha fala foi pela FRASE. O que interpreto dela. Sendo um livro que mostra uma mulher submissa dessa maneira, suas palavras são MAIS do que pertinentes.

Sobre a ilusão do livro mostrar a visão de uma garota virgem, “insegura” e o homem dominante é como a Patrícia escreveu sobre uma fase terrível com homens perfeitos e mulheres se achando horríveis. Tem acontecido na literatura e isso não é algo bom, pelo menos é algo que também acredito.

Assim como o feminismo deveria ser intrínseco do lado feminino, o machismo também deveria. Mas o que fazemos de errado é o conceito, muitas vezes equivocados, de machismo e feminismo que temos. EU sou machista e acredito que o homem TEM que ser HOMEM e concordo perfeitamente que a mulher tem que ser MULHER, defendendo seus direitos, conquistando seu lugar e lutando por justiça.

Homem que é homem quer uma mulher ao lado, não atrás e não à frente.

Sobre a situação sexual do livro, que eu NÃO li, eu apenas imaginava muito mais a questão sado-masoquista que estava sendo abordada e não a questão de submissão em si. Mas pelo visto posso estar equivocado…

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Gabriel em 06.02.2013 às 07:40 Responder

A discussão ficou boa nesse post hem!
Ragner, só toma cuidado que feminismo e machismo não são duas faces da mesma moeda não, cara… ontem mesmo a Clara Averbuck, por coincidência ou não (vai que já estamos gerando tendências), fez um post ótimo sobre o “medo” da palavra feminismo e sobre o feminismo não ser uma “seita” (e você não disse isso, mas como falou do conceito e tal, achei que veio a calhar): http://claraaverbuck.com.br/feminismo-for-dummies-tomo-i/#.URIvKaU1m80

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Paty em 06.02.2013 às 09:28 Responder

Eu ia postar isso agora…rsrs.
Acho é o conhecimento sobre o que é uma coisa e outra é importante para não sairmos rotulando as pessoas erroneamente.

Acho que o Ragner é um machista feminista. rs Seu uso da palavra machista é errada, acredito.
Defender o homem não é ser machista. Ser machista é defender o sistema de supressão da mulher – o que vc já mencionou ser contra. Então você não é machista. Talvez você devesse repensar a nomenclatura até para não ser taxado de machista grosseiro como soa quando vc se diz “machista” quando na verdade vc não defende todos os preceitos machistas. 😉

No fim, acho que todos concordamos no mesmo ponto: a mulher faz o que quer entre quatro parades. Só não podemos supor – como a resenha deixa no ar – que toda mulher que ser subjulgada porque isso é pessoal. Talvez a frase tenha sido mal utilizada porque na explicação da Paola ela diz que se refere a uma relação aberta onde é submisso quem quer.

E por fim, foi bom você dizer, Paola, que há uma diferença na tradução. Pessoalmente, eu não tinha imaginado que isso podia impactar de forma tão ruim um texto. 🙁

Ragner
Ragner em 06.02.2013 às 19:06 Responder

É, pelo visto o machista que estou escancarando ai é equivocado, pelo etimologia não tem nada a ver com ser “macho”. Mas é que esse trem de metrossexual já deu nos nervos e me interesso mais pelo retrossexualismo. Mas isso não vem ao caso.

Sobre o lance de passar a ideia de submissão, tenho lido e ouvido mais informações sobre o livro e é destacado mesmo tal situação no 1º, mas parece que no 2º isso vai sendo explicado (sim, há um motivo para tal) e no 3º chegasse à um entendimento psicológico por trás de toda a trama e até mesmo do “título” do livro.

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Paola Sabbado em 06.02.2013 às 07:51 Responder

Caro amigo Ragner, estive pesquisando o sado-masoquismo na sua plenitude e o subssimismo, e o livro nao chega nem ao dedinho do pé do que isso realmente é. Ja estou na metade do 50 shades Darker, e agora vejo que isso mais se refere a uma história de amor, e que o “homem perfeito” não tem nada de perfeito.
E sim… a editoria estragou a versão em português do livro, por isso nao vou esperar que os Brasileiros gostem tanto do livro como eu rsrsrs.

“EU sou machista e acredito que o homem TEM que ser HOMEM e concordo perfeitamente que a mulher tem que ser MULHER, defendendo seus direitos, conquistando seu lugar e lutando por justiça.”

Perfect!

Todo extremismo é rídiculo, irracional e contra qualquer coisa que acredito. Acredito que se todos fossemos mais flexiveis com relação ao que o outro quer ou pensa e cada um lutasse pelo que acredita sem invadir o espaço do outro, as coisas estariam bem diferentes hoje.

“Homem que é homem quer uma mulher ao lado, não atrás e não à frente.”

Isso se mostra no livro… mas ficara para o resumo do “50 shades darker”

😉

XX

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Ize Chi em 08.02.2013 às 08:39 Responder

““Homem que é homem quer uma mulher ao lado, não atrás e não à frente.”

Isso se mostra no livro… mas ficara para o resumo do “50 shades darker”

Nós temos uma diferença em interpretação, Paola, pois eu não notei isso não… Só vejo a submissão da Ana perante Gray, mesmo quando ele faz merdas cavalares com ela. Basta um olharzinho de menino abandonado e ela se derrete toda, deixando a raiva de lado.
Igualdade em uma relação é quando os dois cedem. Um fez merda, beleza; tenha a decência de pedir desculpas e o outro, vendo que o parceiro está sendo sincero, perdoa, sem ficar de implicância por puro orgulho. Mas os dois passam por isso.
No caso da Ana e Gray… Bom, o máximo que a Ana já fez de merda foi: tirar o biquini em topless (atitude desnecessária da parte dela, dado o contexto em que ocorreu), onde foi “punida” com vários chupões (sim senhores!) pelo corpo inteiro, de forma que ela não poderia usar biquíni por mais de uma semana (sim, ela perdoou ele logo em seguida, quando ele fez seu olhar de cachorrinho).
Deixa eu ver… Ah, quando o Gray está viajando e ORDENA que a Ana vá para casa depois do trabalho com a amiga, mas esta amiga prefere ir para um bar onde conseguiu reserva, e a Ana a acompanha. Lembrando que há uma penca de guarda-costas com elas… Mas Gray se irrita a ponto de largar sua viagem de negócios e voltar na hora, porque a Ana o desobedeceu.
Ela fica puta com isso? Momentaneamente, e em seguida, o perdoa (por conta do olhar de abandonado).
Sério, a expressão que mais vai ser lida no “50 tons de liberdade” é “oh, meu 50 tons”. É tudo que a Ana sabe dizer e pensar, o tempo inteiro.

Não vejo igualdade em atitudes entre os dois. A Ana finge que é mulher confiante, mas a verdade é que ela é uma submissa, e não apenas na cama.
Se ela gosta disso, beleza. Se tem mulher que se sente bem assim, tudo bem.

Mas nos dias em que vivemos, na nossa sociedade atual, esse tipo de modinha é, sim, nocivo, justamente porque tem muita garotinha de mente vazia que não sabe como agir, aí lê um treco desses e logo vai agir assim. Começou com Crepúsculo, e se estendeu por vários livros de literatura sobrenatural feitos para o público infanto-juvenil… E agora, temos essa tendência em livros eróticos.
De príncipe encantado que só te leva para a cama depois do casamento (mas que também é um dominador ao extremo), temos agora o príncipe encantado que te leva para a cama ANTES do casamento, tira sua virgindade, te causa vinte milhões de orgasmos em uma noite (sei…) e… Casa com você no final.
Tem um moralismo intrínseco nessa história, mas enfim…

Entendo suas opiniões, Paola, mesmo. E acho que nós só divergimos por conta da nossa forma de ver o mundo. Eu vejo com pessimismo, observo com desagrado a forma como o mundo está se desenvolvendo. Não há mais ideais, ou mesmo lutas pelo que é importante para cada um. Só cabeças vazias sendo preenchidas pela manipulação da mídia…

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Ize Chi em 08.02.2013 às 17:52 Responder

Eis um resumo do que eu estava te falando (por favor, leia primeiro a minha resposta abaixo): https://www.facebook.com/photo.php?fbid=344330035681809&set=a.282759161838897.66280.282754888505991&type=1&relevant_count=1&ref=nf

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andreia em 08.02.2013 às 10:47 Responder

E Nao vou discursar sobre o assunto, so acho que o livro teve um equipe de marketing, divulgacao do livro muito boa,li o livro em portugues mesmo , e minha opiniao pessoal e que esta se banalizando muito o sexo. Nao acho que e um livro que deveria ter recorde de venda tem muitos melhores!E. Respeito a opiniao de todos!


 

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