Resenha – A Colônia
por Ragner
em 01/11/16

Nota:

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Existem alguns livros que de cara, já nas primeiras linhas, identifico uma escrita correspondente com a minha (pelo menos considero como parecida, ou que é da maneira que eu trabalharia, assim acredito) e isso faz do livro uma possível obra que pode me interessar mais. Como se a história fosse algo que eu poderia pensar e a narrativa versasse sobre enredos passíveis de serem idealizados por mim. Claro que aqui há uma evolução do que consideraria um caminho a ser seguido por mim. A construção dos personagens é algo bem legal de se ler. Cada um é bem estruturado, com suas características e motivações bem detalhadas. E todo o enredo vai ganhando laços e sendo bem costurado entre acontecimentos que parecem, a priori, sem ligação. Já aconteceu isso com o livro A Terra Pura e se repete em A Colônia. E o que me agrada mais ainda em ambos os casos é que tais histórias são sobre assuntos que me instigam bastante. Li que foi uma maravilha.

Coincidentemente tenho resenhado muitas coisas sobre animais. Já ressaltei o quanto me interesso por tubarões e por tigres. O livro da vez é sobre aranhas. Sim, gosto de aracnídeos também, um pouco mais de escorpiões, mas a aranha é um bicho com o qual sempre tive uma relação de amor e ódio. Quando criança tinha medo desses animaizinhos, mas com o tempo passou. Já me deparei com aranhas gigantes (do tamanho de livros, beirando ali uns 20 cm), já tentei ter uma de estimação (mas como caçadoras instintivas que são, os insetos, já mortos, que deixava para ela, não a interessava) e atualmente não me vejo mais me envolvendo tanto com elas. Mas no momento em que vi essa capa, quis ler na hora.

Em A Colônia, tive a ligeira recordação de um filme que adoro: Aracnofobia. As histórias são diferentes e somente o “ataque” de aranhas pode ligar uma obra a outra. Se em Aracnofobia temos uma espécie extremamente venenosa, em A Colônia, temos uma espécie milenar capaz de devorar pessoas. O espécime do livro não é gigante, mas é bastante violenta e carnívora, causando extremo terror onde estiver.

Tudo começa no Peru, com turistas passeando pela floresta e um “lençol negro” surgindo e devorando o que estiver na frente. Aqui tudo vai acontecendo aos poucos – mesmo que desde o começo já aconteça ataques isolados, a história segue um ritmo próprio – ganhando velocidade à medida que mais ataques acontecem. Países e regiões do planeta vão ganhando seus personagens e, de alguma maneira, sua importância ou ligações com o que ocorre ou virá a ocorrer vão sendo identificadas e intensificadas.

Enquanto acidentes isolados não têm tanto foco no início, as coisas começam a ganhar destaque e importância depois que o avião de um bilionário despenca do céu sem causa aparente, uma bomba atômica explode na China e um “mar negro” pavoroso ganha as ruas de Deli na Índia. O caos vai ganhando força.

Mesmo com muitos personagens, temos aqueles protagonistas que precisam resolver o problema de nível mundial e que são especialistas no que fazem. E isso é algo que me conquistou deveras. Tudo vai sendo muito bem encaixado e ganhando a importância que merece. Mesmo que de início possa parecer sem grande relevância. Com o passar dos capítulos, aos poucos, vamos acompanhando o trabalho da Doutora Melanie (especialista em aracnídeos), seu ex-esposo Manny e assessor da Presidente dos EUA Stephanie Pilgrim, o agente Mike Rich e as ações da Cabo Kim Bock e sua unidade do Exército, que vai montando lugares de quarentena pelo país.

Enquanto vai se descobrindo mais sobre a ameaça das aranhas carnívoras, outros personagens que se preparam há tempos para todo tipo de “apocalipse”, seja ele nuclear, zumbi ou de qualquer outra natureza, vão ganhando espaço e uma das zonas de quarentena é montada próxima a uma pequena e pacata cidade onde vivem tais pessoas. As preocupações deles passam a ser bem mais reais.

Podemos perceber no livro como a ideia de apocalipse é trabalhada. A agressividade e “fome” das aranhas me lembraram até um ataque zumbi mesmo, como aqueles que acontecem no filme Guerra Mundial Z.  Além da fúria delas, a causa e motivo de tudo também parece bastante com o filme. Sem grandes explicações. As aranhas estão pelo planeta e querem saciar sua fome. Mas não para por aqui. A Colônia é apenas o começo…uma trilogia está apenas começando.

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Livro enviado pela editora

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